07/07/2026
Drama

Verão 1993

Frida, 6 anos, ficou órfã. Sua família decide que ela deve morar com seus tios, que têm uma filha pequena. Ela se muda para sua casa, no campo e enfrenta os desafios de seus sentimentos conflitantes e de um novo ambiente, com os quais não sabe ainda lidar. Na Mubi.

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Ganhador do Grande Prêmio da mostra Geração e também do prêmio de Melhor Filme de Estreia do Festival de Berlim 2017, este delicado drama familiar catalão delineia com profunda serenidade as mudanças, decorrentes da orfandade, na vida da menina Frida (Laia Artigas), de 6 anos.
 
O pai e a mãe morreram de complicações decorrentes do HIV e a menina vai morar com os tios (Bruna Cusí e David Verdaguer), que têm uma filha pequena, Anna (Paula Robles). Em seu primeiro longa, a diretora Carla Simón vai desdobrando as situações com segurança num filme que se vale menos das palavras e mais da linguagem visual – e a garota é um achado, um rosto onde se podem ler todas as emoções mais sutis, capaz de carregar a história que se pretende contar, que tem uma espontaneidade de vida real.
 
É uma crônica da orfandade, da dureza da infância, de um processo de crescimento que foi acelerado drasticamente por um corte abrupto e também das etapas de assimilação de uma nova vida, tanto por parte de Frida quanto de seus novos guardiães e mesma da pequena Ana, que deixa de ser filha única. O grande acerto do filme é conseguir encenar todo esse emaranhado de complicações, alternando ternura, humor, medo e raiva sem derramamentos artificiais, deixando que as emoções entrem e saiam de foco naturalmente, como se fosse um documentário. E o talento da diretora para dirigir crianças é realmente o elemento que dá a liga a todo este material.
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