Toma Ikuta é o centro irradiador da história e consegue, com seus gestos contidos, delicados, mas decididos, a cumplicidade do espectador. E sua luta pela aceitação torna-se também a luta da pequena Tomo, que começou a viver em um mundo novo e não quer abrir mão dele.
Tomo, de 11 anos, é abandonada por sua mãe, e acaba indo morar com o rio, Makio. Lá ela é acolhida também pela namorada dele, Rinko, que é uma mulher transexual, que a ensina a fazer tricô para controlar seu temperamento.
- Por Luiz Vita
- 16/05/2018
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Entre-Laços, da diretora japonesa Naoko Ogigami, também autora do roteiro, é um filme sensível que aborda um tema cada dia mais atual: a nova formação dos núcleos familiares, com homossexuais e transexuais assumindo papel relevante na condução dos filhos, e as dificuldades que enfrentam para superar preconceitos.
O filme tem dois condutores importantes, que criam empatia na plateia. Primeiro, a menina Tomo (Rinka Kakihara), de 11 anos, abandonada pela mãe, e que passa a ser criada pelo tio, Makio (Kenta Kiritani), e por sua namorada, Rinko (Toma Ikuta), uma mulher transexual. Para Tomo, é um mundo novo que vem acompanhado de muitos problemas, como a dificuldade de aceitação de Rinko pela sociedade conservadora.
