Como é comum em uma cidade pequena, todos se conhecem. Passam quase todo o dia sentados na porta de um bar e acabam passando pelo mercado em que Eufemia e Valentina trabalham.
Eufemia também é vereadora, do mesmo partido do prefeito, mas nada impede que se insurja contra a imobilidade do político, claramente desconfortável na cadeira que ocupa. Ele chega a interromper reuniões de trabalho para visitar a cadeia e fazer o que mais gosta, falar de poesia para detentos semianalfabetos, que não demonstram o mínimo interesse pelo assunto.
A vida em Disperata sofre uma reviravolta no dia em que Pati mata um cachorro durante um assalto frustrado e não consegue suportar o remorso pelo que fez. Na cadeia, conhece o prefeito e toma gosto pela poesia.
Nessa cidade em que nada acontece, os políticos buscam um projeto grandioso para tirá-la do marasmo, mas ninguém se entende.
Enquanto discutem o que fazer, Pati e seu irmão desenvolvem um plano ingênuo, contrário à especulação imobiliária defendida por alguns vereadores, mas que busca preservar o que a cidade tem de melhor: sua natureza.
