06/07/2026
Drama

O último trago

Uma mulher indígena, a guerreira Valéria, vai e volta no tempo, interferindo nas vidas de um dono de bar, seu empregado e várias mulheres.

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Resultado do trabalho do coletivo cearense Alumbramento, que completa 13 anos, O último trago traduz muito das propostas do grupo. Ou seja, aposta mais na imagem, na fotografia (de Ivo Lopes Araújo) e direção de arte, do que numa narrativa muito estruturada dramaturgicamente, entrelaçando três histórias. Entre as influências assumidas pelos diretores Luiz Pretti, Ricardo Pretti e Pedro Diógenes, estão o surrealismo (o argumento foi produzido por escrita automática), do Luis Buñuel da fase mexicana e filmes de piratas.
 
Um fio une as aparições de uma personagem indígena, a guerreira Valéria (Samya de Lavor), que vai e volta no tempo, e cuja trajetória se entrelaça com a de um dono de bar, seu empregado e várias mulheres que aparecem nos três segmentos, como a cantora Marlene (a ótima estreante Elisa Porto), e piratas como Augustina (Mariana Nunes). A missão da índia é de vingança pela morte de outras mulheres, conduzindo no filme um chamado à rebelião.
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