Inspirado no romance A Vida de uma Mulher Sensual, de Saikaku Ihara (1642-1693), obra clássica que examina criticamente as relações entre os sexos no Japão feudal. Oharu ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza de 1952, dando um forte impulso à divulgação do cinema japonês no Ocidente.
No Japão do século XVII, uma velha prostituta refugia-se da polícia num antigo templo, onde recorda momentos de sua vida, vítima de homens inescrupulosos e toda sorte de infâmias. Dama de companhia no palácio do Imperador, Oharu apaixona-se por um nobre samurai, que é morto. Banida pela família, torna-se concubina de um poderoso senhor feudal, com quem tem um filho. Após o nascimento da criança, é devolvida à família, mas o pai não a aceita e a vende como prostituta. Envelhecida, vive de esmolas e sonha em reencontrar o filho.
