Como o nome indica, Monster Hunter é o filme que nasce dos jogos eletrônicos de sucesso e pretende prolongar sua popularidade em outro meio. Para isso, vale-se da parceria entre o diretor Paul W.S. Anderson e da atriz Milla Jovovich, a dupla que realizou em conjunto os seis filmes da franquia de zumbis Resident Evil.
A ameaça aqui está nos monstros que deverão ser caçados pela tenente Natalie Artemis (Milla) depois que ela e seus soldados, numa missão no deserto, são inexplicavelmente tragados pelo que parece uma tempestade de areia mas é uma porta para um mundo paralelo e terrível.
Rapidamente, a tenente fica sozinha, quando seu pelotão é devastado, um por um, por “diablos” - bichos gigantescos que se escondem num oceano de areia - ou por aranhas gigantes.
Sozinha mas nem tanto, já que Natalie vai encontrar o único sobrevivente nesse lugar inóspito, o Caçador (o tailandês Tony Jaa). A convivência não é fácil a princípio e nem só pelo fato de que eles não falam a mesma língua. Uma animosidade se instala de cara e os dois lutam muito até se convencerem de que a única saída ali está numa aliança para atravessar o mar de areia coalhado de “diablos”.
Metade do filme se passa assim, sem possibilidade de conversa e com algumas sequências assustadoras. Até que, na outra metade, os dois encontram um outro grupo, ao qual pertence o Caçador, comandado pelo Almirante (Ron Perlman) - que, para sorte nossa, fala inglês e explica a Natalie e ao público o que está acontecendo.
O próximo desafio é aproximar-se do portal que permitirá a Natalie voltar ao seu próprio mundo mas que é guardado por dragões cuspidores de fogo que lembram muito o trio que acompanhava Daenerys (Emilia Clarke) na série Game of Thrones. Da turma do Almirante, faz parte a atriz brasileira Nanda Costa, que faz sua estreia internacional por aqui como uma das guerreiras.
Muitos monstros, alguns caçadores e pouca história, num filme que deve ser mais divertido para os muitos fãs dos jogos. Sorte pra eles.
