05/07/2026
Drama

Raia 4

Amanda é uma adolescente tímida e solitária, que encontra na natação uma maneira de se descobrir. Sua vida se transforma ao se aproximar de Priscila uma colega de equipe muito mais madura.

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A protagonista de Raia 4, a adolescente Amanda (Brídia Moni), é extremamente tímida e retraída, encontrando no universo da natação sua válvula de escape. Na solidão da piscina, ela é livre para pensar e, em certa medida, extravasar seu verdadeiro eu. Escrito e dirigido por Emiliano Cunha, o filme toma demais a personalidade dessa personagem para si, e é um tanto frio, distante, quase mecânico em suas relações com as emoções e sentimentos – tal qual a jovem.
 
Em casa, a relação com o pai e a mãe (Rafael Sieg e Fernanda Chicolet), ambos médicos e relativamente ausentes, é complicada. Eles se esforçam, mas a menina pouco fala, muito observa. Ela está numa fase de grandes transformações, como alerta o treinador (José Henrique Ligabue), por isso é preciso vigiar para que seu corpo não saia de forma.
 
O catalisador para uma possível mudança – um amadurecimento emocional – em Amanda se dá com uma colega da equipe de natação, Priscila (Kethelen Guadagnini), mais ou menos da mesma idade que ela, mas mais bem resolvida consigo mesma, com seu corpo e sentimentos. A relação entre elas é complicada, quase um jogo entre sedução discreta e rivalidade. Muita expectativa se cria, mas Raia 4 é um filme em que as coisas se armam e se dissolvem.
 
Premiada em Gramado 2019, a fotografia de Edu Rabin aproveita bastante os tons de azul e imagens subaquáticas, criando uma paleta de cores frias e tons pastel que refletem o estado emocional da protagonista. O longa ainda levou os prêmios do Júri da Crítica, e Melhor longa gaúcho no mesmo festival.
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