18/07/2026
Terror Suspense

Chamas da Vingança

Charlie é uma adolescente com poderes excepcionais: é capaz de criar fogo com a força de seu pensamento. Enquanto tenta controlar seu com, com a ajuda dos pais, tem que fugir de agentes do governo que querem a capturar.

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Começando pelo começo: o mundo não precisava de uma nova versão cinematográfica do romance mediano de Stephen King A Incendiária. Aquela lançada em meados dos anos de 1980, aqui chamada de Chamas da Vingança e protagonizada por Drew Barrymore, já é mais do que suficiente – assim como não precisava de uma nova adaptação de Carrie, e precisava de uma nova versão de It – A Coisa. O novo filme, dirigido por Keith Thomas, é incapaz de dar um passo certo.
 
Com roteiro assinado por Scott Teems, o novo Chamas da Vingança (um título, aliás, que nunca fez sentido) parece mais um capítulo ruim na saga X-Men, funcionando como um filme sobre a origem de uma heroína mutante, mais do que uma história independente – e o final aberto (o do livro também era, mas de outro jeito) indica a possibilidade de uma sequência ou uma série.
 
Charlie (Ryan Kiera Armstrong) é uma garota com o poder de atear fogo nas coisas por força do pensamento. Próxima da adolescência, seus pais têm ainda mais preocupações de como ela poderá reagir num futuro próximo com os hormônios em ebulição. Andy (Zac Efron) e Vicky (Sydney Lemmon) pensam de maneira diferente de como lidar com a sua filha. As origens da menina e seus poderes são logo explicadas nos créditos iniciais, e isso é o de menos.
 
Publicado em 1980, o romance de King é como uma alegoria sobre uma momento de transformação histórica. Como lidar com o novo tempo depois da ressaca das utopias parcialmente fracassadas do final dos anos de 1960? King, sagaz como é, criou personagens fortes com dilemas bem delineados. Andy e Vicky também têm seus poderes especiais – uma conjunção deles, com um experimento cientifico, que resultou em Charlie. Mas nada disso os ajuda muito.
 
A Capitã Hollister (Gloria Reuben) pertence a uma agência do governo que há anos tenta capturar a garota incendiária – bem possivelmente para a usar em fins pouco idôneos – , e, finalmente, está cada vez mais perto de conseguir. Para isso, convoca um assassino de aluguel, Rainbird (Michael Greyeyes), ele também com seus poderes especiais, que deve trazer a menina viva.
 
<span style="font-size: 12pt;Times New Roman" ;"="">O filme tem problemas de ritmo, atmosfera, diálogos e atuação. O suspense é pífio , e os personagens nunca fazem sentido. Salva-se a trilha, assinada por John Carpenter. Aliás, ele quase dirigiu a versão de 1983, o que resultaria, bem provavelmente, num filme melhor. Assim, como essa nova adaptação quase foi assinada pelo alemão Fatih Akin, que, mesmo se tivesse errado, teria feito um filme melhor que esse.
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