18/07/2026
Terror

Gêmeo maligno

Após perder um de seus filhos gêmeos, uma família americana se muda para o interior da Finlândia, numa pequena cidade onde coisas estranhas começam a acontecer, a começar pela visita do menino que morreu e insiste em manter contato com o irmão.

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A começar pelo título nacional totalmente equivocado e enganador, Gêmeo Maligno é um terror que tenta se elevar além da obviedade, mas seria bem melhor se tivesse se contentado em ser um filme b eficiente, o que já seria bem mais do que temos aqui, especialmente em sua reta final, que sai totalmente do controle.
 
Teresa Palmer é uma ótima atriz, mas aqui não tem muito o que fazer como Rachel, uma mãe enlutada pela perda, num acidente de carro, de um de seus gêmeos, Nathan, interpretado por Tristan Ruggeri. Compreensivelmente, a dor é tanta, que ela não consegue mais morar na mesma casa, mudando-se para uma cidadezinha no interior da Finlândia, com o outro filho, Elliot (também Ruggeri), e o marido, Anthony (Steven Cree), cuja família é originária do local.
 
Num primeiro momento, o diretor Taneli Mustonen transforma seu filme numa espécie de Midsommar invernal. A pequena comunidade é estranha, fechada em si e repleta de rituais pagãos, o que, ao mesmo tempo, assusta e fascina Rachel, cada vez mais preocupada em proteger o filho, Elliot. Apenas uma mulher, Helen (Barbara Marten), forasteira como ela, se aproxima da protagonista buscando amizade. Anthony, por sua vez, parece já bem enturmado com as pessoas que conhecem.
 
Ao mesmo tempo, Elliot começa a desenvolver um comportamento estranho. Para ele, é como se o irmão não tivesse morrido, conversando e brincando com Nathan o tempo todo – chega até a exigir uma cama para o gêmeo em seu quarto. Sem saber ao certo o que fazer, Rachel e Anthony cedem aos pedidos do menino que, mais tarde, parecerá possuído pelo espírito de Nathan.
 
O finlandês Mustonen, trabalhando com um roteiro escrito por ele e Aleksi Hyvärinen, atira para todo lado, do terror folk à possessão espiritual, até chegar a um final, embora plausível e previsível, mal construído. É como se quisesse trazer complexidade a algo que foi superficial até então.
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