Não há palavra que melhor defina A Última Chamada senão derivativo. Um longa de terror que se vale dos motivos e tropos do gênero para efeito zero numa história que, novamente, a exemplo de O Telefone Preto, tem um telefone ao centro. O único interesse aqui está – ou estaria – na presença da atriz Lyn Shaye (Sobrenatural), veterana de filmes de terror, que, sem muito esforço, janta em cena a juventude sem muito talento com quem divide a tela.
Ela interpreta Edith Cranston, uma professora acusada de matar uma aluna, embora isso nunca tenha ficado provado. Um grupo de adolescentes, liderado por Tonya (Erin Sanders), decide atazanar a vida da mulher, e o faz por anos. Na companhia de Chris (Chester Rushing), um garoto novo na pequena cidade, e dos irmãos Brett (Sloane Morgan Siegel) e Zack (Mike Manning), ela acaba acidentalmente matando a mulher.
O marido (Tobin Bell, outro veterano de terrores, como Jogos Mortais) dela, no entanto, faz uma proposta ao grupo, se eles conseguirem ficar numa ligação por um minuto com um telefone instalado no túmulo de Edith, eles receberão uma grande herança. A proposta, assim como o filme todo, é sem pé-nem-cabeça, e o que se segue é o mais óbvio possível.
Trabalhando com um roteiro de Patrick Stibbs, o diretor Timothy Woodward Jr. faz um dos terrores mais soporíferos e pedestre dos últimos tempos. Nada aqui vale o ingresso, nem os sustos tolos, nem o gore fajuto, nem a presença de dois ícones do gênero, que mereciam mais respeito e um filme melhor.
