18/07/2026
Suspense Ação

Caça implacável

O casamento de Will e Lisa está em crise, e ele a leva para passar um tempo na casa dos pais. Durante a viagem, no entanto, durante uma parada num posto de gasolina, ela desaparece.

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Em Caça Implacável, não é apenas o título nacional que é genérico. Gerard Buttler assume um papel que poderia ser de Liam Neeson, como o homem comum que investiga o desaparecimento de um ente querido – no caso, sua esposa, interpretada por Jaimie Alexander. A correria é garantida na direção de Brian Goodman, que não consegue articular os elementos do suspense e da ação, resultando num filme sem graça que, inexplicavelmente, chega aos cinemas. Umas décadas atrás, seria o tipo de coisa que iria direto para vídeo – hoje, streaming.
 
Buttler é Will, um empreendedor imobiliário, em crise no casamento com Lisa. O filme começa com o casal no carro, rumando à casa dos pais dela, onde a moça pretende, como ela mesma diz, “dar um tempo na relação, se reencontrar”. O marido está visivelmente contrariado e diz que aceitaria tudo para a ter de volta. Mas Lisa está irredutível. O fato de ela ter tido um caso extraconjugal a deixa ainda mais incerta se quer continuar com Will.
 
O casal logo para num posto na estrada para abastecer. Lisa entra na loja para comprar uma garrafa de água, e Will nunca mais a vê. Num primeiro momento, pode-se pensar que ela resolveu fugir do marido – uma hipótese provável e plausível que o roteiro de Marc Frydman pouco explora. Entra em cena um detetive de polícia, Paterson (Russell Hornsby), que desconfia de Will, mas não por muito tempo.
 
Nada é surpreendente aqui. Os clichês estão por todos os lados, junto com momentos puramente implausíveis – a calma com que os pais de Lisa (interpretados por Bruce Altman e Cindy Hogan) lidam com a situação é inacreditável. A certa altura, estão tomando café da tarde com o detetive, e perguntando o que poderá ter acontecido com a filha.
 
A Buttler, em sua persona homem branco nervosinho, só resta correr de um lado para outro com o mesmo figurino – a ação se passa em poucas horas –, num personagem que não faz muito sentido, embora nada aqui o faça mesmo. Não há surpresas, não há reviravoltas, não há tensão, é só uma correria tola. O mesmo tema, da mulher desaparecida, já rendeu boas coisas. Ninguém, obviamente, esperaria algo à la A Aventura, de Michelangelo Antonioni, mas Breakdown - Implacável Perseguição, sucesso dos anos 1990, com Kurt Russell, é a prova de que é possível fazer um divertimento raso e competente no gênero.
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