02/07/2026
Fantasia Drama Comédia

Breve história do planeta verde

Tania, Daniela, Pedro formam um trio de amigos que sempre se protegeram mutuamente, desde a infância. Quando a avó de Tania morre, ela deixa uma herança inusitada: um pequeno ET, que deve ser levado ao lugar onde foi encontrado, a fim de ser resgatado pelos seres de seu planeta. Os três embarcam nessa viagem, que resulta também em autodescoberta.

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Ganhador do Teddy (um prêmio conferido a filmes com temática LGBTQIAP++), no Festival de Berlim de 2019, Breve História do Planeta Verde, de Santiago Loza, combina elementos do drama, da comédia, da ficção científica/fantasia para falar da diversidade no presente.
 
Três amigos, Tania (Romina Escobar), Daniela (Paula Grinszpan), Pedro (Luis Soda), protagonizam o filme. Estão juntos há muito tempo e encontram um no outro o consolo e a força diante das adversidades da vida – especialmente do bullying que sofreram na adolescência. Tania é uma mulher trans, que trabalha como drag queen e recebe uma missão inusitada de sua avó que acaba de morrer.
 
Anos atrás, a mulher encontrou um pequeno alienígena. Levou para casa e cuidou da criatura como se fosse uma espécie de filho, embora o mantivesse escondido do mundo. Ela deixa um mapa para a neta o levar ao mesmo lugar onde foi encontrado, para que talvez seja resgatado por seus pares, pois está muito frágil.
 
É bem claro que Loza, que também assina o roteiro, espelha no ser de outro mundo seus personagens, que são como aliens para uma sociedade heteronormativa e conservadora. Os destinos de Tania, Daniela e Pedro só se entrelaçaram por causa disso e, como o ET, vivem à margem, muitas vezes escondidos.
 
Há uma clara piscadela a Spielberg e seu clássico dos anos de 1980 aqui, mas evidentemente o tom e os objetivos do cineasta argentino são outros – assim como o tempo. Impossível não pensar na metáfora do alienígena para todos e todas excluídas da sociedade que acabam adoecendo física e mentalmente. Loza acompanha o trio central com carinho, numa viagem estranha, mas também de autodescoberta, marcada pela poesia e uma bela fotografia de Eduardo Crespo.
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