Um cientista maluco desenvolve uma técnica de clonar uma pessoa morta a partir do DNA. Com a ajuda de uma seita satânica, rouba o Santo Sudário para trazer Jesus de volta à vida. Eles sequestram também uma estudante americana para servir de barriga de aluguel. Mas São Miguel Arcanjo, encarnado num padre que foi assassinado pela gangue, vai tentar impedir tudo isso.
- Por Alysson Oliveira
- 23/01/2023
- Tempo de leitura 2 minutos
O que talvez seja mais frustrante em A profecia do mal é que a história tinha potencial para um bom terror de ação e fantasia. Mas do jeito que o diretor Nathan Frankowski e o roteirista Ed Alan fizeram o filme, o resultado não chega a lugar nenhum. O ponto de partida é, no mínimo, instigante: um grupo de terroristas satânicos roubam o Santo Sudário para, com uma amostra de DNA, clonar Jesus. Calma, é uma fantasia.
Os minions de Satã querem que seu mestre vença o Nazareno numa batalha, aparentemente, apenas porque sim. Os motivos são meio confusos e algumas coisas não ficam claras. Enfim, eles roubam a relíquia, durante a noite, que estava sendo exibida para o público – aparentemente, sem segurança nenhuma – , e, na fuga, sequestram uma doutoranda americana, Laura (Alice Orr-Ewing), que, com um grupo de outras capturadas, pode ser uma das possíveis barrigas de aluguel para o clone.
Há também o padre Marconi (Joe Doyle), amigo de Laura, que tenta deter os ladrões, mas acaba morto por uma lança. Mas, antes disso, clama para que São Miguel Arcanjo, “príncipe da milícia celeste”, tome o seu corpo para deter os satânicos. Eo santo assim o faz – trazendo consigo poderes de super-herói.
Era para ser divertido – ou aterrorizante – mas A profecia do mal é só um tédio com visual excessivo e pontos mal resolvidos. O cientista maluco capaz de fazer o clone é Dr. Laurent (Brian Caspe), ligado a uma empresa maligna que se associa aos adoradores de Satã. Das profundezas do inferno também vem uma criatura estranha, interpretada por Spencer Wilding.
Já São Miguel Arcanjo, usando o corpo do padre, tenta salvar Laura e impedir a clonagem e que o diabo venha ao mundo também. Ele com a ajuda de umas almas penadas que acabaram no inferno, embora lá não seja lugar delas.
Uma mistura de Dan Brown com O bebê de Rosemary, o filme sofre de um orçamento limitado, efeitos toscos, diálogos ruins e atores esforçados, mas incapazes de superar esses problemas. No fundo, no entanto, não há indícios de que um pouco mais de verba melhoraria o filme - esse pode ser o menor dos problemas.
