O que poderia ser um terror um pouco acima da média, Oferenda ao demônio logo cai na mesmice derivativa com um casal de atores (Nick Blood e Emily Wiseman) risíveis como os personagens centrais. O cenário, que foge das igrejas católicas, é uma agência funerária judaica, onde o último hospedeiro de uma criatura demoníaca aguarda seu enterro.
Após tentar conter o demônio que habitava dentro dele, num ritual, Yosille (Anton Trendafilov) morre, e seu corpo aguarda o enterro na Feinberg Funeral Home, de propriedade de Saul (Allan Corduner). Ao mesmo tempo, o filho pródigo dele, Art (Blood), volta para a casa com sua mulher grávida, Claire (Wiseman), para trabalhar na agência do pai.
Sem muita demora, Art é mandado embalsamar o corpo de Yosille. Mas, antes disso, deverá remover uma faca cravada no peito do cadáver, ficando intrigado com o amuleto que encontra no peito do falecido. Ao removê-lo, liberta um demônio que existe, segundo os letreiros iniciais do filme, desde o século I.
Isso desencadeia uma série de barulhos e fatos inusitados que são desculpas do diretor Oliver Park para criar sustinhos baratos, irritantes e repetitivos, que em nada ajudam ao seu filme, que carece de atmosfera, bons diálogos e algo genuinamente horrorífico.
Não demora muito e logo a tal criatura está aparecendo em toda sua glória – nem criar suspense o filme consegue, exibindo o ser gerado por efeitos digitais antes mesmo de chegar à metade. Apesar de o cenário ser uma comunidade ortodoxa judaica, algo pouco explorado no gênero, não existe muita criatividade e os excessos depõem contra o filme. Menos seria mais. Falta sutileza, que ajudaria a construir o clima e o horror real aqui.
