04/07/2026
Suspense Drama

Pacifiction

De Boller, alto comissário francês no Taiti, colônia francesa na Polinésia, enfrenta rumores de que seu governo retomará ali os testes nucleares, como nos anos 1960. A exploração turística dos recursos naturais é outro pesadelo que o colonialismo impõe à região.

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Concorrente à Palma de Ouro em 2022, no drama Pacifiction o veterano diretor catalão Albert Serra mais uma vez dilui em belas imagens uma trama que se esfarela diante de nossos olhos. O cenário são as belas paisagens do Taiti, na Polinésia Francesa, em que um alto comissário, De Boller (Benoît Magimel), procura acalmar os ânimos locais, diante de indícios de que a França irá retomar ali os testes nucleares que realizou nos anos 1960. 

 

Serra poderia ser mais incisivo nessa tentativa de reflexão sobre os males do colonialismo e a apropriação das culturas locais, como as danças, em nome da exploração turística - que acontece em torno de um clube, dirigido por Morton (Sergi López). Mas, como sempre, não é aí que Serra quer chegar. E este se torna mais um filme que parece à procura de um roteiro melhor.


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