04/07/2026
Drama

Destinos opostos

Tony é filho de um rico fazendeiro no Pantanal que acaba abandonando a família e suas origens, ao se mudar para a cidade grande, onde se torna um empresário de sucesso. Com a morte do pai, ele voltará ao Pantanal, onde deverá encarar seu passado, antes de vender a fazenda.

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O brasileiro Destinos opostos pega carona na novela Pantanal, mas, em comum com o sucesso da televisão, tem apenas o cenário. Falta ao filme o apuro do texto e das interpretações, com uma narrativa calcada em elementos de novelas antigas, sem muita sofisticação, e um apelo ao melodrama barato.
 
O filme já começa com imagens fotografadas de maneira exagerada de cidades como Las Vegas e São Paulo, procurando talvez em seu artificialismo um contraste à natureza do Pantanal. Com direção de Walther Neto e roteiro de Erik de Castro, o longa parece uma telenovela resumida num filme, com diversos núcleos – o urbano, o pantaneiro – e personagens e situações que, claramente, poderiam ser mais desenvolvidas ao longo de meses, e não nas menos de duas horas do filme.
 
Tony (Breno de Filippo) é um empresário ambicioso nascido no Pantanal, mas que nega suas origens. Ele é radical, como mostra o filme, e participa de ralis e afins. Renega suas origens na fazenda e vive uma vida cosmopolita. Com a morte do pai, ele tem de voltar às origens, para resolver as burocracias e vender as terras para um americano, tornando incerto o destino daqueles que conhece desde pequeno.
 
Voltando pra casa, reencontra um antigo amor de juventude, Helena (Priscila Sol), e o amigo de infância, Waldir (Danilo Sacramento). Indo e vindo no tempo, Destinos opostos dá conta dos traumas do passado, que levaram Tony a se afastar da família e renegar suas origens.
 
A música incessante, ditando o tom das cenas, talvez seja o menor dos problemas. A declaração de amor ao Pantanal, cantada e falada o tempo todo, soa como sincera, mas só isso não é suficiente para sustentar um filme. A beleza natural do cenário não é, no entanto, suficiente para compensar a falta de apuro das imagens, da construção da narrativa ou das atuações.
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