18/07/2026
Terror

Mergulho noturno

Os Waller compram uma nova casa com piscina no quintal, o que irá ajudar ao patriarca, jogador de beisebol contundido, em sua hidroginástica para recuperação. Porém, uma manifestação demoníaca começa a aterrorizar a família a partir da piscina. Nos cinemas.

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Como toda família que um dia se muda para uma casa nova em filme de terror, os Waller irão encontrar o diabo, ou algo equivalente, em algum lugar do lar doce lar. No caso de Mergulho Noturno, é na piscina do quintal mesmo. O diretor Bryce McGuire parte de seu curta homônimo, que consiste de apenas uma cena, uma jovem na piscina, e a amplia com resultado irregular. 

O filme começa com uma pequena garota tentando resgatar o barquinho do irmão que sumiu e, do nada, aparece na piscina da casa da família. Depois de muita tensão, ela é, digamos, engolida por uma água negra e sugada pelo ralo – ou algo que o valha. Anos mais tarde, o casal Ray (Wyatt Russell) e Eve Waller (Kerry Condon) procuram uma nova casa perto do trabalho dela. Ele, ex-astro do beisebol, se machucou e está afastado do esporte. Uma casa com piscina vem a calhar para a hidroterapia dele. O casal também tem uma filha, Izzy (Amélie Hoeferle), e um filho, Elliot (Gavin Warren), vítimas em potencial para a piscina do quintal.

É bem verdade que o diretor, que assina o roteiro com Rod Blackhurst, constrói um primeiro ato competente, com a tensão crescendo toda vez que alguém, ou a família toda, entra na piscina. Há algumas sugestões para o que pode estar por vir, mas, com o tempo, o horror se dilui em obviedade e uma figura diabólica risível, que pouco assusta. 

É como se McGuire não conseguisse segurar a tensão ou saber o que fazer com o ponto de partida para o curta – que funciona em poucos minutos. Mas, nos parcos 89 minutos de Mergulho Noturno, tudo se perde em explicações tolas, e o velho e bom sacrifício em nome da família tradicional. A melhor figura do filme é a faladora agente imobiliária, interpretada com gosto por Nancy Lenehan

As atuações são um problema à parte. A família é toda sem graça – no caso dos pais – ou excessiva – no caso dos filhos. A metáfora da piscina e sua água suja parece um Stephen King mal resolvido – há outras piscadelas, como o próprio barquinho ou um gato que parece voltar do mortos para assombrar. Mas, obviamente, McGuire está metros e metros abaixo da superfície de King como criador de histórias assustadoras. 

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