18/07/2026
Terror

Desespero profundo

Ava está viajando de férias com o namorado e um amigo, quando o avião no qual estão cai no Oceano Pacífico. Apenas poucas pessoas sobrevivem num compartimento com ar que não encheu de água ainda. Enquanto descobrem como voltar à superfície, precisam sobreviver a ataques de tubarões.

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Desespero Profundo poderia ser descrito como uma versão de A sociedade da neve no fundo do mar e menos prestigioso. De qualquer forma, a premissa é intrigante. Um grupo de personagens viajando num avião um tanto avariado sofre um acidente e cai no Oceano Pacífico, afundando. Meia dúzia de sobreviventes precisa não só descobrir como voltar à superfície, mas, também, evitar serem devorados por tubarões. 

Logo no começo, no aeroporto, já é apresentado o grupinho que sobreviverá à queda. Ava (Sophie McIntosh), também conhecida como “a filha do governador”, uma informação repetida à exaustão, seu namorado, Jed (Jeremias Amoore), o amigo dele, Kyle (Will Attenborough), e o segurança da moça, Brandon (Colm Meaney, ganhando dinheiro fácil). Há também a pequena Rosa (Grace Nettle) e seus avós veteranos de guerra, Mardy (Phyllis Logan) e Hank (James Carroll Jordan). Da equipe de bordo, apenas o comissário Danilo (Manuel Pacific).

Os primeiros minutos de voo servem mais para mostrar a qual estereótipo cada uma dessas pessoas irá servir. Kyle, por exemplo, será o rapaz arrogante e metido a engraçadinho, enquanto Ava e Jed estão completamente apaixonados, assim como Brandon é o homem com espírito de liderança que sabe o que fazer em cada situação. Até que ele mesmo não sabe mais o que fazer. 

A graça desse tipo de filme é fazer apostas mentais sobre quem irá sobreviver até o final, ou, algo mais sofisticado, a ordem das mortes. A chegada de tubarões já assinala que essas não serão muito criativas a ponto de tornar o filme enfadonho, mas nunca sem graça. Rimos dele, não com ele.

Presos a um pequeno espaço ainda com ar, os sobreviventes devem pensar o que fazer para conseguirem chegar à superfície uma vez que (surpresa!) não há sinal de celular para pedir ajuda, como constata Ava. 

O diretor Claudio Fäh não tem muita criatividade para inventar situações ou saídas visuais. Tudo é sempre muito parecido com pequenas variações num filme que se leva a sério demais. A cena do acidente no início parece saída da franquia Premonição e, possivelmente, seria mais divertido se esse fosse o enésimo filme daquela franquia ao invés do primeiro Desespero Profundo

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