Inspirado na ideologia Iluminista e a Revolução Francesa, a Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Búzios, uniu centenas de negros com o objetivo de derrubar o governo colonial e proclamar uma república livre e sem escravidão. Ao contrário da Inconfidência Mineira, por exemplo, era um movimento popular.
1798 – Revolta dos Búzios, de Antonio Olavo, é um documentário que resgata esse episódio, partindo dos Autos da Devassa, um documento escrito durante quinze meses após o fracasso do levante, com uma investigação minuciosa, diversos depoimentos e afins.
O longa combina encenações e recriações a partir desse documento, que é usado para a narração que acompanha todo o filme, trazendo inclusive citações literais. O episódio é pouco conhecido, especialmente porque na história do Brasil valorizam-se mais as revoltas das elites brancas, e o filme serve como um ponto de partida para uma descoberta.
Os valores de produção são claramente visíveis aqui, mas o diretor não consegue encontrar uma forma cinematográfica para transmitir as informações. O filme é como uma longa aula de história com uma narração monocórdia que deixa a gente em dúvida sobre o que pode cair na prova. Talvez encontre um público maior se exibido numa televisão educativa. De qualquer forma, o episódio histórico é bem interessante e renderia um bom filme dramático.
