Após a morte de seu pai adotivo, Eva (Suzana Pires) descobre que sua origem, a qual desconhecia e é muito mais complicada do que ela imaginava - que era ser um bebê abandonado. O anel de Eva, dirigido por Dufflair Barradas, mergulha nos horrores do nazismo, da eugenia e dos nazistas na América do Sul para investigar a história dessa mulher, que recebe de herança do pai adotivo um anel misterioso.
O longa, com roteiro de Pedro Reinato e Eduardo Ribeiro, tenta se mover em temas complexos e espinhosos, olhando para o passado para falar do presente, mas nem sempre dá conta de esmiuçar suas questões.
Com a ajuda de uma professora especialista em nazismo, Isabella (Lis Luciddi), Eva investiga o anel com o brasão nazista que recebeu de herança e que pode desvendar o mistério de seu passado. A investigação vai dar no vizinho grosseirão, dono da fazenda Alpendre, Martin (Odilon Wagner).
Não é muito difícil imaginar onde isso tudo vai chegar, mesmo com os desvios que o longa toma tentando torná-lo um filme de ação, algo que não funciona muito bem. A jornada pessoal de Eva, que esbarra num inferno histórico, tinha potencial, mas não é muito bem resolvida como narrativa ou estética. O que sobra é a interpretação de Suzana Pires, uma atriz que se destaca no cinema brasileiro.
