03/07/2026
Drama

Limonov: O Camaleão Russo

Nascido em 1943 e crescendo em Karkhiv, na Ucrânia, filho de um funcionário da KGB, Eduard Limonov passa de operário a poeta, vira dissidente contra a vontade ainda na era soviética e, finalmente, exilado, primeiro nos EUA, depois na França, torna-se uma celebridade. Mas sua vida continua oscilando em instabilidade, criada por suas próprias contradições.

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Em Limonov - O Camaleão Russo, que concorreu à Palma de Ouro em 2024, o diretor russo Kirill Serebrennikov resgata a figura dúbia de Eduard Limonov (Ben Wishaw), que a partir dos anos 1960 percorreu uma trajetória acidentada. Nascido em 1943, ele cresceu em Karkhiv, na Ucrânia, filho de um funcionário da KGB, passando de operário a poeta, dissidente contra a vontade ainda na era soviética e, finalmente, exilado, primeiro nos EUA, depois na França, onde se tornou uma celebridade.

Apoiado num roteiro de Emmanuel Carrère (autor de um livro sobre Limonov), Pawel Pawlowski (diretor de Guerra Fria) e Ben Hopkins, o diretor atravessa as inúmeras contradições deste homem, contando com o talento de um intérprete sutil como Wishaw.

Limonov, afinal, não é uma figura simpática, oscilando entre posições políticas extremas, ultranacionalistas, e um comportamento turbulento e agressivo - inclusive contra si mesmo e contra seu grande amor, Elena (Viktoria Miroshnichenko) - numa vida marcada por altos e baixos. Não foi à toa que ele adotou o pseudônimo de “Limonov”, ou seja, “granada”, ao qual sua biografia acabou fazendo justiça. 

Mas suas explosões, afinal, parecem ter saído pela culatra, não deixando mais do que um rastro e não verdadeiras realizações. E o filme igualmente não é o melhor momento do talentoso diretor de Verão e A Filha de Tchaikovsky

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