18/07/2026
Ação

Força Bruta: Punição

Detetive de métodos pouco ortodoxos, adepto dos sopapos, Ma Seok-do promete a uma mãe vingar seu filho, que foi morto pelo dono de um cassino nas Filipinas.

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Para quem se perdeu nas contas, o que não é difícil, Força Bruta: Punição é o quarto  filme da franquia, embora, em seu cerne, não tenha lá muita diferença dos três anteriores – basicamente, são tiros, porradas e bombas, não necessariamente nessa ordem. 

Sempre protagonizados por Don Lee, no papel de Ma Seok-do, um detetive da polícia coreana que parece uma releitura dos personagens do gênero de produções hollywoodianas dos anos de 1980. A franquia transformou o ator numa estrela internacional, e sua presença é a marca registrada dos filmes.

Aqui, os inimigos de Ma são mafiosos de cassinos online. Mesmo mudando de vilão, há pouca originalidade no filme, cujos únicos atrativos são os sopapos distribuídos pelo protagonista que, menos irreverente, envereda pouco pelo caminho da comédia. O inimigo da vez é Baek Chang-ki (Kim Mu-yeol), ex-mercenário e dono de um cassino nas Filipinas.

Depois que Baek mata um funcionário, Ma promete à mãe do homem que irá vingar a morte de seu filho. Mesmo com essa desculpa, Força Bruta: Punição pouco se importa com seus personagens, com o desenvolvimento ou as emoções deles. Se até agora a série fingia um pouco isso, aqui nem se esconde que o único objetivo são os socos e afins. 

As cenas são bem filmadas, mas nada primoroso ou inesquecível. Basicamente, é mais do mesmo que a série já mostrou em outros momentos. A direção de Heo Myeong-haeng, que estreia na franquia, é pouco inspirada, jogando todo o peso da existência de Força Bruta: Punição nos ombros de Don Lee – a sorte do filme é que ele é forte.  

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