02/07/2026
Fantasia

Nas Terras Perdidas

Num mundo destruído, Gray Alys é uma bruxa que escapa da morte e recebe um pedido inusitado de uma rainha: a pele de um lobisomem para que ela própria possa se transformar nessa criatura. Nessa perigosa busca, a bruxa se une a um caçador com quem enfrentará inúmeros desafios.

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Mesmo com o pedigree do escritor George R. R. Martin, o filme Nas Terras Perdidas, que parte de um conto do criador de Game of Thrones, não consegue superar os ares de um Mad Max genérico, apesar das boas intenções do diretor Paul W. S. Anderson e do carisma de David Bautista. 

O longa já inicia com um monólogo do protagonista Boyce (Bautista), não muito diferente daquele de Max em Estrada da Fúria, embora sem o mesmo impacto. Como ele diz, essa história se passa num mundo apocalíptico destruído pela guerra, onde pessoas são escravizadas e uma religião governa. É nesse cenário que nos é apresentada Gray Alys (Milla Jovovovich), que está prestes ser enforcada por ser uma bruxa. Como é de se esperar, ela usa seus poderes e muda seu destino antes da corda se esticar. 

Sem muita enrolação, o filme conta que ela é uma bruxa muito velha, apesar da aparência jovem, e que não nega pedidos a ninguém - mas tudo tem um preço. E a demanda que guiará a trama vem de uma rainha (Amara Okereke), que lhe pede a pele de um lobisomem, para que ela também possa se transformar nas noites de lua cheia. 

Para atender ao pedido, Gray Alys precisa da ajuda de um caçador, e é aí que a função de Boyce no filme se revela. Apesar de não ser baseado num videogame, como tantos outros filmes de Anderson, esse parece um. A narrativa consiste basicamente de uma série de obstáculos que precisam ser superados pela dupla, a fim de chegar ao objetivo. Atrás deles, está um exército comandado por Ash (Araceli Jover), a mulher que tentou enforcar a bruxa. 

O visual, porém, é o ponto positivo do filme. Há um esmero perceptível com a ideia de evocar um mundo destruído, e criar sua própria mitologia. Os figurinos da rainha também são marcantes em sua beleza gótica. Mas é só isso mesmo, a dupla central tem zero química – não por falta de tentativa da parte de Bautista. Mas Jovovich nunca consegue ir além do que ela sempre fez. 

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