03/07/2026
Comédia Drama

O Esquema Fenício

Anatole Zsa Zsa Korda é um empresário milionário e pilantra que, por conta de suas inúmeras trapaças, é vítima frequente de tentativas de atentado. Depois de sobreviver a mais uma delas, ele decide procurar sua filha, uma freira que cresceu longe dela, tornando-a sua única herdeira e também encarregada de cuidar de seus vários filhos pequenos e de acompanhá-lo em viagens à procura de parceiros para sua mais nova empreitada. Nos cinemas.

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Foi bem decepcionante a passagem pelo Festival de Cannes do novo filme de Wes Anderson, um habituê na competição francesa. Em O Esquema Fenício, o diretor norte-americano empunha o seu habitual esmero na direção de arte, que constrói um universo paralelo e muito preciso em todos os detalhes, para encaixar um elenco sempre imenso e estelar.

Desta vez, encabeçado por Benicio del Toro, na pele de um empresário pilantra, Anatole Zsa Zsa Korda, empenhado em extorquir de inúmeros parceiros as quantias que faltam para construir seu ambicioso projeto no país fictício da Fenícia. Antes, ele convoca sua filha, Liesl (Mia Threapleton, filha de Kate Winslet), noviça num convento, para torná-la, a contragosto, sua única herdeira e gestora dos negócios sombrios da família, além de uma leva imensa de pequenos irmãos.

Daí em diante, desfilam pela tela Tom Hanks, Bryan Cranston, Mathieu Amalric, Jeffrey Wright, Michael Cera, Benedict Cumberbatch, Scarlett Johansson e muitos outros, todos envolvidos de algum modo nos inúmeros imbróglios, sem que o filme alcance de verdade uma graça e um ritmo que justifique tantos artifícios, apesar de algumas boas cenas - como o basquete na linha do trem - e da revelação promissora de Mia Threapleton.

Falta uma alma a esse amontoado de bizarrices, cuja fórmula aqui mostra sinais de cansaço. 

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