18/07/2026
Terror Suspense

M3GAN 2.0

Amelia, uma perigosa androide que segue matando e roubando segredos militares, está à solta. Caberá a Gemma, criadora de M2GAN, recriar sua jovem robô assassina para lutar contra esse novo perigo.

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Como qualquer pessoa que use sistemas operacionais sabe, nem todas as atualizações são para melhor. Muitas vezes, elementos que funcionavam bem, sabe-se lá por qual motivo, são descontinuados, substituídos por outros mais modernos, mas que nem sempre agradam a quem usa. M3GAN 2.0 passa exatamente por esse problema. O pouco que funcionava do filme original – a combinação de comédia e horror – foi substituído por um filme de ação sem graça, que parece feito por uma IA mal programada. 

A boneca-robô do inferno está de volta, e agora há uma outra robô/IA maior e mais potente do que ela que é usada pelo FBI. Não foi uma boa escolha começar o filme no Irã, onde essa personagem, Amelia (Ivanna Sakhno), cumpre uma missão de espionagem ao seu gosto, ou seja, espalhando morte e caos. 

O filme dirigido por Gerard Johnstone é confuso e mal resolvido. As intenções das personagens são pueris e mudam a toda hora. Aparentemente, para deter essa criatura desgovernada, apenas MEGAN (interpretada por Amie Donald e dublada por Jenna Davis) pode pará-la. Por isso, sua criadora, Gemma (Allison Williams), é contatada pelo FBI e, embora a princípio recuse recriar a androide assassina, acaba aceitando a missão, mas fazendo algumas modificações. 

Depois dos eventos do primeiro filme, Gemma e sua sobrinha, Cady (Violet McGraw), tiveram de reinventar suas vidas. Gemma agora advoga pelo uso consciente da inteligência artificial de forma que, unida com humanos, possa fazer coisas positivas e não sair matando pessoas. Já a pequena Cady sente falta de sua amiga-robô.

A disputa entre as duas androides é o que guia o filme. De um lado M3GAN, que se torna uma heroína, de outro a maligna Amelia, cuja aparência, além de seu cenário, lembram a antiga Maria, androide clássica do filme Metrópolis. M3GAN 2.0, no entanto, está bem longe de qualquer qualidade do filme de Fritz Lang. É uma bagunça enfadonha e confusa em certos momentos que, no fundo, é uma propaganda do uso de IA, dizendo que, se soubermos usar, só nos trará benefícios. Hum, claro! Seria exatamente o argumento que uma IA maligna usaria num filme para convencer os humanos antes de dominar o mundo. 

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