18/07/2026
Terror

Animais Perigosos

Zephyr é uma jovem surfista estadunidense que está na Austrália em busca de ondas. Lá ela conhece um jovem por quem poderá se apaixonar. Mas é sequestrada por um psicopata que mata suas vítimas entregando-as a tubarões.

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Animais Perigosos junta duas cartilhas cinematográficas sem se dar ao trabalho de trazer frescor a nenhuma: filmes de psicopatas e filmes de tubarões. Do encontro deles, poderia surgir alguma novidade, mas o filme de Sean Byrne está tão encantado consigo mesmo que pouco importa que o que ele faz já foi feito antes – e melhor.

De um lado, está Bruce Tucker (Jai Courtney), capitão maluco de uma pequena embarcação que leva turistas para “nadarem” com tubarões. Os corajosos descem mar adentro de uma jaula de onde podem observar o espetáculo dos animais que avançam contra eles sem conseguir ultrapassar ou destruir as grades. Ainda no começo do filme, ele leva dois amigos para a aventura e, quando esta acaba, ele se livra do rapaz, matando-o e jogando às feras, fazendo de Heather (Ella Newton) sua captura no porão de seu barco.

Depois dessa introdução, conhecemos Zephyr (Hassie Harrison), jovem estadunidense que vai à Austrália para surfar e conhece, por acaso, Moses (Josh Heuston), galã surfista com quem passa a noite. Mas logo foge dele, pois ela tem dificuldades de se apegar às pessoas, por ter crescido em lares adotivos. Ela será a segunda vítima de Bruce, ao ser sequestrada num estacionamento e levada para o mesmo porão onde está a outra moça. 

Trabalhando com um roteiro de Nick Lepard, Byrde não perde tempo escondendo seus vilões, apresentando-os no começo do filme. As duas cativas não têm a menor chance fisicamente contra o seu algoz, que tem o dobro do tamanho delas e uma força quase descomunal. Então, para o derrotar, é preciso serem mais espertas do que ele, que joga suas vítimas aos tubarões com requintes de crueldade enquanto filma tudo com uma antiga câmera de VHS, guardando carinhosamente as dezenas de fitas que tem gravadas das, digamos, execuções.

Claramente, o título do filme tem um jogo de duplo sentido: quem é o animal perigoso? Os tubarões, que matam por instinto, ou o psicopata que mata por prazer? A resposta é óbvia, assim como outras coisas que Byrne quer dizer com seu filme. O mal acontece bem próximo à sociedade que está ensimesmada demais para perceber isso.

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