Mais um filme tenta ir na cola de John Wick, e resulta em algo totalmente derivativo, sem uma ideia própria, sem brilho ou graça. É até inexplicável a existência de algo tão anódino como Anônimo 2, protagonizado por um Bob Odenkirk que merecia algo melhor do que esse Hutch Mansell, a quem o título se refere.
Ele não é o único que merecia mais do que estar nesse filme. Connie Nielsen, como sua mulher, e Sharon Stone, como a vilã, podiam atuar em algo bem mais digno. Mas, como se sabe, mulheres depois dos 40 anos, a não ser Meryl Streep ou Julia Roberts, recebem poucas propostas em Hollywood e, para não ficar sem trabalho, muitas vezes aceitam fazer esse tipo de coisa.
Hutch é um marido suburbano, pai de dois adolescentes, Brady (Gage Munroe) e Sammy (Paisley Cadorath), que passa pouco tempo com a família. Então, para reparar a falha, ele combina com seu pai, David (Christopher Lloyd, outro que podia estar fazendo algo melhor que esse filme), de levar todos a um antigo parque aquático, que ele visitou na infância e de onde guarda boas lembranças.
Essa desculpa esfarrapada de roteiro serve para que o diretor indonésio Timo Tjahjanto arme cenas de luta e tiroteio muito coreografadas, a ponto de tornar-se enfadonhas. Não há surpresas, não há empolgação, apenas um grande vazio mascarado de comédia de ação, que poderia ter ido direto para algum serviço de streaming.
Stone faz a vilã e tem uma meia dúzia de cenas constrangedoras – não é culpa dela – numa personagem que, como todas as outras do filme, é caricata e desprovida de um mínimo de humanidade. Para o público nacional, fora uma gangue de brasileiros (que aparece por alguns segundos), pode chamar a atenção a música The Power of Love, na voz de Celine Dion, que, por aqui, ficou mais conhecida nos anos de 1980, cantada por Rosana, e chamada O Amor e O Poder.
