18/07/2026
Comédia Ação

Anônimo 2

A família de Hutch Mansell, um assassino de bandidos, cobra mais sua presença em casa. Para reparar isso, ele planeja férias para todos fazerem uma viagem juntos, mas chegando ao destino, descobre que nem lá terá descanso.

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Mais um filme tenta ir na cola de John Wick, e resulta em algo totalmente derivativo, sem uma ideia própria, sem brilho ou graça. É até inexplicável a existência de algo tão anódino como Anônimo 2, protagonizado por um Bob Odenkirk que merecia algo melhor do que esse Hutch Mansell, a quem o título se refere.

Ele não é o único que merecia mais do que estar nesse filme. Connie Nielsen, como sua mulher, e Sharon Stone, como a vilã, podiam atuar em algo bem mais digno. Mas, como se sabe, mulheres depois dos 40 anos, a não ser Meryl Streep ou Julia Roberts, recebem poucas propostas em Hollywood e, para não ficar sem trabalho, muitas vezes aceitam fazer esse tipo de coisa. 

Hutch é um marido suburbano, pai de dois adolescentes, Brady (Gage Munroe) e Sammy (Paisley Cadorath), que passa pouco tempo com a família. Então, para reparar a falha, ele combina com seu pai, David (Christopher Lloyd, outro que podia estar fazendo algo melhor que esse filme), de levar todos a um antigo parque aquático, que ele visitou na infância e de onde guarda boas lembranças. 

Essa desculpa esfarrapada de roteiro serve para que o diretor indonésio Timo Tjahjanto arme cenas de luta e tiroteio muito coreografadas, a ponto de tornar-se enfadonhas. Não há surpresas, não há empolgação, apenas um grande vazio mascarado de comédia de ação, que poderia ter ido direto para algum serviço de streaming. 

Stone faz a vilã e tem uma meia dúzia de cenas constrangedoras – não é culpa dela – numa personagem que, como todas as outras do filme, é caricata e desprovida de um mínimo de humanidade. Para o público nacional, fora uma gangue de brasileiros (que aparece por alguns segundos), pode chamar a atenção a música The Power of Love, na voz de Celine Dion, que, por aqui, ficou mais conhecida nos anos de 1980, cantada por Rosana, e chamada O Amor e O Poder

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