01/09/2026
Terror

Rosario

Crescendo numa família de imigrantes, Rosario se afasta da mãe e da avó com a separação dos pais. Anos, mais tarde, um mulher bem sucedida em Wall Street, ela recebe uma ligação dizendo que a avó morreu, e enquanto cuida do cadáver, descobre que pode ser vítima de uma maldição.

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Num ano tão bom para o horror – é possível pensar em, até agora, duas obras-primas Pecadores e A Hora do Mal –, Rosário é um exemplar genérico e discreto num cânone que pode se mostrar potente e revelador. Se a estreia em longas do colombiano Felipe Vargas fosse lançada em outro momento, ainda assim, seu filme não se destacaria muito por que confia demais nas obviedades mais comuns do gênero. 

Uma espécie de terror identitário, o longa é sobre a personagem título aceitar sua herança cultural enquanto imigrante mexicana nos EUA. E, nesse momento histórico, ser um imigrante nos EUA, realmente, pode ser uma história de terror, mas não é bem disso que Vargas e o roteirista Alan Trezza estão falando.

O longa começa com a primeira comunhão da pequena Rosário, quando coisas estranhas acontecem. Anos depois, ela é uma jovem mulher bem sucedida, interpretada por Emeraude Toubia. Funcionária de uma grande empresa de investimentos, seu mundo é acinzentado e frio, como a fotografia faz questão de ressaltar. Nesse dia, com a ameaça de uma grande nevasca, ela recebe diversas ligações de sua avó, mas ela não atende, até que, quando, finalmente, resolve falar com a mulher que está do outro lado é o zelador do prédio dizendo que a avó morreu. 

Rosário é obrigada a ir até o apartamento da mulher para esperar a chegada da ambulância. A avó era praticante de Palo Mayombe, uma religião afro-cubana de origem Bantu, o que levará à protagonista a fazer diversas descobertas sobre seu passado e presente, enquanto passa uma noite no apartamento da avó ao lado do cadáver. 

Por uma hora, Rosário é um filme que consegue, relativamente, manter a sua atmosfera, embora abuse da boa vontade com sustos baratos e coisas nojentas. Há poucos momentos de humor, como quando o vizinho Joe (David Dastmalchian, de Entrevista com o Demônio), insistentemente, bate à porta pedindo de volta a airfryer que emprestou à avó de Rosário. Sem ter muito para onde ir, o filme parece um curta que foi espichado demais para vira longa. 

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