03/07/2026
Drama

Bambi: Uma Aventura na Floresta

Com uma pegada quase documental, o filme coloca em cena animais de verdade para narrar a famosa história do pequeno cervo e seus amigos na floresta.

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Originalmente, o livro Bambi, do austro-húngaro Felix Salten, publicado originalmente em 1923, não era exatamente uma história infantil. Chegando a ser visto como propaganda em prol dos judeus, o livro foi queimado pelos nazistas alemães, mas idealização romântica da história protagonizada pelo cervo fofinho veio com a adaptação para o cinema produzida por Walt Disney. 

O filme francês Bambi: Uma aventura na floresta não restaura a aura original do protagonista, mas segue na mesma linha que a versão mais famosa, agora com animais de verdade “interpretando” os personagens, enquanto a voz de Lhays Macêdo faz as vezes da narradora na versão brasileira.

Uma vez que os animais aqui não falam, tudo precisa ser verbalizado por essa narradora. E verbalizado é uma palavra central para o filme, pois não há um momento sem explicações sem intrusões dizendo o que os personagens pensam, sentem ou dando conselhos a eles. É uma espécie de paradoxo no filme de Michel Fessler, que confia tanto nas imagens, mas precisa dessa voz onipresente também. 

Fessler usa estratagemas bem parecido com os de A Marcha dos Pinguins, do qual ele foi um dos roteiristas, filmando animais em seu habitat natural, e construindo o filme a partir de cenas que ele crê passam a impressão próxima daquilo que acontece na história naquele momento. 

A história segue mais ou menos o caminho conhecido – embora alguns momentos, ainda bem, acontecem fora da tela, como a morte da mãe do protagonista – por isso é um filme mais para os nostálgicos do que crianças, que podem se entediar com o tempo contemplativo da narrativa.

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