18/07/2026
Terror

GOAT

Depois de um grave acidente, o quarterback Cam talvez não possa jogar futebol americano nunca mais, seu maior sonho. Porém, recebe o convite para hospedar-se na casa de seu grande ídolo, o veterano Isaiah, onde passará por um treinamento intensivo mas de métodos muito inusitados.

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A certa altura, o protagonista de GOAT, o quarterback Cam (Tyriq Withers) diz: “Eu estou confuso.” E certamente ele não é o único. Combinando drama de esportes, terror demoníaco e humor cínico, o longa de estreia de Justin Tipping é uma grande confusão que não faz o menor sentido, não é assustador, nem divertido – embora risível em alguns momentos. Jordan Peele assina como produtor, mas ele é lembrado mais pelo péssimo pastiche de Corra feito aqui do que por qualquer outro motivo.

O excesso de estilo (um tanto cafona e forçado, diga-se) não serve para esconder a ausência de substância que marca os infindáveis 96 minutos do filme, cujo título é um acrônimo de Greatest Of All Time – o maior de todos os tempos, sonho acalentado por Cam desde pequeno, incentivado pelo pai, fanático por futebol americano. Agora, um jovem adulto, ele tenta honrar o falecido pai destacando-se no esporte.

Um acidente inexplicável, no entanto, obriga-o a uma licença, já que sua cabeça foi atingida, e qualquer novo choque contra ela pode matá-lo. Enquanto tenta se recuperar, ele recebe o inusitado convite de se hospedar na mansão de Isaiah (Marlon Wayans), quarterback veterano que, no passado, sofreu um acidente grave em campo, uma fratura exposta que quase acabou com sua carreira, mas ele seguiu em frente e agora, possivelmente, deverá se aposentar.

A casa de Isaiah e sua mulher, a influencer Elsie (Julia Fox), é gigante e cheia de ostentação – lembrando as famosas mansões de jogadores de futebol. Coisas estranhas acontecem ali, como um treinamento altamente violento emocional e fisicamente, um médico exclusivo com tratamentos nada usuais, sem mencionar as fãs que invadem a casa. 

Tipping, que assina o roteiro com  Zack Akers e Skip Bronkie, atira para diversos lados sem conseguir ser bem sucedido em nenhum. Do comentário sobre a futilidade e a ostentação à transformação de obstinação em tema de terror, o diretor não se aprofunda em nenhum elemento numa narrativa que caminha a passos largos para ficar totalmente sem sentido, chegando a um final que não só não tem pé nem cabeça, mas é cafona – embora, claramente, o diretor julgue ser surpreendente e corajoso. Até parece. 

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