A história de O Bad Boy e Eu já foi vista um trilhão de vezes: jovem casal apaixonado que precisa superar as diferenças e expectativas para ficar juntos – mas talvez nunca antes com atuações tão ruins. Os protagonistas Dallas e Drayton são interpretados por Siena Agudong e Noah Beck, famoso no TikTok, que estreia como ator.
Os personagens, com a profundidade de um pires, são um tanto ingratos para os atores. Pouco ajuda a direção nada inspirada do canadense Justin Wu, cuja função aqui limita-se a apontar a câmera para os protagonistas e coadjuvantes – um time que inclui o antigo astro da televisão James Van Der Beek, no papel do pai egoísta de Drayton, que espera que o filho curse a mesma universidade que ele para manter a tradição.
Drayton é um quarterback competente no time de futebol americano da escola, por isso teria chances de estudar com bolsa numa faculdade pouco prestigiada, por onde passaram seu pai e avô. Já Dallas sonha em cursar dança na famosa CalArts - mas sua instrutora diz que ela é boa, mas não o suficiente. Órfã de pai e mãe, ela vive com o irmão, Nathan (Drew Ray Tanner), técnico do time de Drayton.
Numa embalagem engraçadinha, mas sem muito esmero (o filme foi feito para streaming, mas, no Brasil, inexplicavelmente, chega aos cinemas), O Bad Boy e Eu parte de uma história de sucesso da plataforma Wattpad e deve agradar às fãs e aos fãs do original. Os demais devem passar longe.
