18/07/2026
Terror

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno

James e Mary se conhecem por acaso, se apaixonam, e vão morar na cidade onde ela vive, Silent Hill. Depois da separação, ele recebe uma estranha carta dela, fazendo-o voltar à cidade, onde encontra um local desolado e tomado por estranhas criaturas.

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Limitado em sua trama (que trama?) Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno se mantém fiel aos seus preceitos, e mira no público do videogame nesse terceiro exemplar da franquia de terror. O filme original, Terror em Silent Hill, lançado duas décadas atrás, se tornou uma espécie de cult para um público bem limitado, mas fiel. Há quem o defenda com unhas e dentes, e não estão errados, pois o longa cumpre bem suas intenções de adaptação de um jogo.

O segundo, Silent Hill - Revelação 3D (2013), dirigido por MJ Bassett, já é outra história. Ninguém parece se importar muito. O novo longa traz de volta o francês Christophe Gans, diretor e roteirista do original, e investe pesado nos elementos do videogame Silent Hill 2, construindo sua narrativa como um jogo no qual o protagonista deve destruir criaturas bizarras e avançar de fases para compreender o que aconteceu com sua amada. 

James (Jeremy Irvine), o personagem central, conhece Mary (Hannah Emily Anderson) por acaso, e os dois acabam se apaixonando e indo morar na cidade natal dela, Silent Hill. O romance deles é contado em flashbacks numa fotografia solar, em oposição àquela soturna do presente, mostrando uma Silent Hill apocalíptica, “um grande cemitério”, como dizem várias figuras estranhas do filme – mas, no caso, um humano. 

James enfrenta animais nojentos, seres sem braços e movimentos robóticos, uma criatura que parece uma aranha com cabeça humana (mas não é), e fantasmas do passado envolvendo Mary, que é filha de um pastor que revolucionou Silent Hill e, até depois de sua morte, tem centenas de seguidores que usam a jovem como uma espécie de cordeiro que tira os pecados do mundo. 

No lugar destruído onde ninguém normal parece viver, James encontra uma mulher que é cara de Mary (interpretada pela mesma atriz), mas que ele não reconhece como tal. Também encontra uma menina, Laura (Evie Templeton), que parece querer ajudar a sair dali – ou não. Tudo é muito nebuloso, como Silent Hill.

Por que James tem uma terapeuta com quem fala ao telefone? Por que Mary tem um altar dentro do guarda-roupa com a cabeça de seu pai? Por que as cenas no mundo real (passado ou presente) são ainda mais mal-resolvidas do que as em Silent Hill? Tantas perguntas que Gans talvez só responda daqui a outros 20 anos. 

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