18/07/2026
Terror

O Primata

Adotado pela família de uma linguista, o macaquinho Ben é dócil e comunicativo. Porém, sem que seus donos saibam, ele é contaminado com o vírus da raiva e se torna violento e sádico.

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O Primata não é um filme de grandes pretensões. Sua história não é um aviso sobre os perigos dos cientistas que desrespeitam a ética da profissão, nem uma investigação sobre subverter a natureza e os riscos dessa ação. Não, nada disso. É, praticamente, uma diversão que não demanda muito intelecto – aliás, pensar demais pode escancarar as crateras de lógica que existem no longa de Johannes Roberts.

A premissa é bem simples e promissora. Ben é um chimpanzé caseiro adotado pela família de uma pesquisadora de linguagem que morreu há pouco tempo. O animal fazia parte do laboratório dela, e um dia a seguiu até em casa, e lá foi se tornando o pet da família, além de  desenvolver habilidades impressionantes de comunicação. 

Lucy (Johnny Sequoyah) é a filha mais velha que volta para a casa, no Havaí, por alguns dias. Com ela, estão duas amigas da faculdade, Hannah (Jess Alexander) e Kate (Victoria Wyant), além do irmão de uma delas, Nick (Benjamin Cheng), que também mora na ilha. O pai da protagonista, Adam (Troy Kotsur, o ator oscarizado po CODA), é um autor de romances de suspense de sucesso e estará fora de casa durante alguns dias, mas ela ainda terá a companhia da irmã caçula, a adolescente Erin (Gia Hunter).

Não custa muito e Ben começa a ter um comportamento estranhamente violento, ao contrário de sua docilidade rotineira. Para escapar dele, os jovens se refugiam na piscina, pois ele não sabe nadar – mas tem outros artifícios para machucá-los. E o macaquinho é forte e sem piedade mesmo pelas pessoas que o amam. A explicação é que ele contraiu hidrofobia, mais conhecida como raiva, uma doença supostamente erradicada do Havaí, por isso ele não havia sido vacinado. 

E tome sangue e violência. Ben é sádico, e o filme também. O animal é interpretado por Miguel Torres Umba, especialista em movimento, o que permite maior naturalidade ao personagem, em especial em suas interações com suas vítimas, que não são poucas. 

Roteirizado pelo diretor e Ernest Riera, o filme lembra bastante Cujo, romance de Stephen King, adaptado para o cinema em 1983. Ao invés dos personagens presos num carro atacado por um cão raivoso, aqui são pessoas numa piscina temendo o macaco.

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