Muito sol, surfe, música e uma boa dose de romance são os ingredientes de De Volta à Bahia, de Joana di Carso e Eliezer Lipnik, que recorre a todos os clichês para armar uma história que se nutre das belezas inegáveis de Salvador.
A capital baiana é mostrada generosamente num filme que procura a beleza, não só da paisagem como de seus protagonistas, Maya (Bárbara França) e Pedro (Lucca Picon), um casal em potencial unido pelo amor ao surfe e pendências familiares. Nada muito dramático, apenas o suficiente para atenuar um pouco o tom cor-de-rosa que se procura nas situações.
Modelo que pratica surfe, Maya está afastada temporariamente de tudo, abalada pela morte da mãe e a distância do pai, Thomas (Werner Schünemann) - com quem ela não fala há tempos. Ao voltar à Bahia e entrar no mar, ela apaga e é salva do afogamento por Pedro, um surfista que mora ali, trabalhando no restaurante da mãe, Beth (Mariana Freire), famosa quituteira local.
Um vídeo do episódio viraliza nas redes, movimentando as atenções, inclusive por parte do pai de Maya - que está disposto a reaproximar-se da filha. O caso de Beth é mais complexo: viúva de um surfista, ela teme que o filho tenha o mesmo fim e rejeita sua participação num iminente campeonato no Havaí.
Com essa dramaturgia rarefeita de novela das 6, que muito se aproxima de Malhação, apesar de a idade dos atores - que iniciaram a carreira nessa série -, não o recomendar, o filme se equilibra em situações ligeiras, das quais participam os esperados coadjuvantes: o treinador-surfista paternal, PH (Felipe Roque), o amigo confusinho, Artur (Juliano Laham), e a fiel confidente de Maya, a amiga Diana (Maria Paula Caetano).
Resumindo: um filme assistível, mas logo logo esquecível.
