28/07/2026
Ação Aventura Ficção científica

Homem-Aranha: Um Novo Dia

Depois de ter sido forçado a apagar suas memórias nas mentes de todos, até do amigo Ned e da amada MJ, Peter Parker vive uma vida reclusa e solitária. Só sai de seu esconderijo para ajudar a polícia de Nova York a prender os piores criminosos. Mas a ação de um misterioso telepata ameaça a segurança da prisão de segurança máxima onde estes estão confinados. Nos cinemas.

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Cinco anos depois dos acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (2021), Peter Parker (Tom Holland) leva uma vida solitária, após ter sido forçado a recorrer ao Dr. Estranho (Benedict Cumberbatch) para apagar as memórias de sua verdadeira identidade de todo mundo, inclusive da mente de seu melhor amigo, Ned (Jacob Batalon), e, pior ainda, de sua amada MJ (Zendaya). 

Agora que o mundo esqueceu quem ele é na verdade, Peter não tem mais vida pessoal nem afetiva. Assim, mergulha fundo no trabalho intensivo como Homem-Aranha, ajudando a detetive Jean DeWolff (Liza Colón-Zayas) a manter Nova York limpa dos piores criminosos. Até que surge uma ameaça invisível: um telepata com grande poder de entrar na mente das pessoas e que tem como objetivo atingir o fortificado edifício do Departamento de Controle de Danos, para onde são levados os bandidos.

A distância dos amigos, depois da morte da tia May (Marisa Tomei), também tem um efeito colateral na própria fisiologia peculiar de Peter - seu lado aracnídeo parece querer predominar sobre o humano, com consequências imprevisíveis.

Nessas tramas principais, os roteiristas Chris McKenna e Erik Sommers - que escreveram os últimos três capítulos da franquia (De Volta ao Lar, Longe de Casa e Sem Volta para Casa), aprofundam a crise existencial deste super-herói, que tem dominado suas histórias há algum tempo. Não que faltem sequências de ação, muito pelo contrário, até porque o Homem-Aranha tem inimigos formidáveis, como Escorpião (Michael Mando), além desse telepata cujo rosto ele não conhece, já que é capaz de entrar na mente de qualquer pessoa - exceto Peter Parker.

Tentando desenvolver um dispositivo para controlar partes seletivas de seu DNA aracnídeo, Peter vai procurar alguém que, indiscutivelmente, tem experiência no assunto: o professor Bruce Banner (Mark Ruffalo), que leciona numa universidade, tendo dominado seu lado Hulk através de uma luva metálica capaz de exercer esse poder. 

Evidentemente, pela ação do telepata misterioso, tudo caminha para confrontos inevitáveis com o Homem-Aranha,  também colocando em risco a própria MJ - que o herói terá de procurar de novo, tentando não entregar o passado que tiveram juntos. Nessas tramas, entrarão em ação outros personagens do Universo Cinematográfico Marvel, como a Viúva Negra (Florence Pugh) e o Justiceiro (Jon Bernthal).

Dá para perceber que o quarto filme de Tom Holland na pele do herói joga bastante em suas emoções em turbilhão, com algumas doses de romance, que apontam que o filme tem como alvo também uma platéia feminina, numa trama cheia de mulheres fortes. Mas sobram perigo e explosões para todos os lados, com o herói lançando suas teias cada vez mais alto, com alguns acidentes de percurso, de olho na adrenalina do público que compra o ingresso para vê-lo, literalmente, voar. 

Se o filme entretém e emociona, uma decepção está reservada à cena pós-créditos - muito mixuruca mesmo.

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