02/09/2026
Comédia

Minha Melhor Amiga

Clara (Ingrid Guimarães) e Julia (Mônica Martelli ) são amigas de longa data quando as filhas, também amigas, vão morar em Portugal. Como desculpa para visitar as jovens, elas viajam ao país em busca de uma transformação em suas vidas.

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Segundo as informações oficiais, a comédia nacional Minha Melhor Amiga, protagonizada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, nasce depois que as duas “amigas de longa data conquistaram a internet ao compartilhar situações hilárias e perrengues que passaram no exterior durante as férias com suas filhas Julia e Clara, que dão nome às protagonistas. Os vídeos, que começaram inicialmente como uma brincadeira entre as adolescentes para ‘zoar’ as mães, se tornaram um fenômeno.”

É impressionante como essa definição faz todo o sentido no longa dirigido por Susana Garcia, e cujo roteiro foi assinado, de forma mpressionante, por sete pessoas. Sete! O resultado nada mais é do que uma série de passeios de Ingrid e Mônica por Portugal e Espanha, pois estão cansadas de suas vidas regulares, que as frustram amorosa e profissionalmente. 

Ingrid é Clara, corretora imobiliária, cujo casamento já não lhe dá mais alegria e excitação. Mônica faz Julia, uma repórter de televisão que é preterida numa promoção, e se sente solitária desde que se separou. As filhas adolescente de ambas, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), se mudam para Portugal, e as mães resolvem visitá-las.

Mesmo creditando sete pessoas (entre elas, Ingrid e Mônica e suas respectivas filhas), o roteiro parece inexistente aqui – ou melhor, o único roteiro que parece existir é o de uma viagem. São mais de duas inexplicáveis horas de Ingrid e Mônica, digo, suas personagens dando risada em lugares bonitos na Península Ibérica, onde deverão, obviamente, se envolver em confusões e reencontrar o amor. As situações são um tanto estapafúrdias e aleatórias, mas a dupla de atrizes parece estar se divertindo. Que bom para elas! 

Num filme no qual, estranhamente, todo mundo em cena é caucasiano não há como não pensar que o filme se trata exclusivamente de white pepople’s problems. Entre reclamar das frustrações de gente com dinheiro, e a busca por um homem europeu, Ingrid e Mônica riem - e como riem. Como o filme se recusa a fazer um humor físico, a comicidade deveria vir dos diálogos, mas esses são banais demais para serem engraçados. Talvez, as situações que estão nas redes sociais, das viagens passadas, sejam mais “hilárias” do que o que se vê na tela. 

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