Segundo as informações oficiais, a comédia nacional Minha Melhor Amiga, protagonizada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, nasce depois que as duas “amigas de longa data conquistaram a internet ao compartilhar situações hilárias e perrengues que passaram no exterior durante as férias com suas filhas Julia e Clara, que dão nome às protagonistas. Os vídeos, que começaram inicialmente como uma brincadeira entre as adolescentes para ‘zoar’ as mães, se tornaram um fenômeno.”
É impressionante como essa definição faz todo o sentido no longa dirigido por Susana Garcia, e cujo roteiro foi assinado, de forma mpressionante, por sete pessoas. Sete! O resultado nada mais é do que uma série de passeios de Ingrid e Mônica por Portugal e Espanha, pois estão cansadas de suas vidas regulares, que as frustram amorosa e profissionalmente.
Ingrid é Clara, corretora imobiliária, cujo casamento já não lhe dá mais alegria e excitação. Mônica faz Julia, uma repórter de televisão que é preterida numa promoção, e se sente solitária desde que se separou. As filhas adolescente de ambas, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), se mudam para Portugal, e as mães resolvem visitá-las.
Mesmo creditando sete pessoas (entre elas, Ingrid e Mônica e suas respectivas filhas), o roteiro parece inexistente aqui – ou melhor, o único roteiro que parece existir é o de uma viagem. São mais de duas inexplicáveis horas de Ingrid e Mônica, digo, suas personagens dando risada em lugares bonitos na Península Ibérica, onde deverão, obviamente, se envolver em confusões e reencontrar o amor. As situações são um tanto estapafúrdias e aleatórias, mas a dupla de atrizes parece estar se divertindo. Que bom para elas!
Num filme no qual, estranhamente, todo mundo em cena é caucasiano não há como não pensar que o filme se trata exclusivamente de white pepople’s problems. Entre reclamar das frustrações de gente com dinheiro, e a busca por um homem europeu, Ingrid e Mônica riem - e como riem. Como o filme se recusa a fazer um humor físico, a comicidade deveria vir dos diálogos, mas esses são banais demais para serem engraçados. Talvez, as situações que estão nas redes sociais, das viagens passadas, sejam mais “hilárias” do que o que se vê na tela.
