09/09/2026
Aventura Infantil Fantasia

A maravilhosa árvore encantada

Crianças da classe média tipicamente urbana e conectada, Beth, Joe e Fran ficam revoltados quando os país os levam para morar no campo, sem internet ou eletricidade. Mas a caçula descobre uma árvore que é um portal para um mundo encantado.

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Publicada originalmente em 1943, a história infanto-juvenil de Enid Blyton ganha um tratamento contemporâneo em A Maravilhosa Árvore Encantada, que atualiza os dilemas do personagens, que enfrentam problemas como excesso de tempo de telas e tecnologias, e, por assim dizer, urbanidade demais. No romance original, simplesmente se mudam para o campo com a família, já aqui, os pais Tom e Polly (Andrew Garfield e Claire Foy) resolvem que está na hora de suas filhas e filho levarem uma vida mais natural, e se mudam para uma cabana num bosque deixando para trás uma vida classe média em Londres. 

As crianças ficam revoltadas com essa nova vidas sem internet, ou, nem mesmo, eletricidade, e respondem cada uma à sua maneira. A adolescente Beth (Delilah Bennett-Cardy) reclama o tempo todo, Joe (Phoenix Laroche) é viciado em jogos e fica meio deprimido, e a caçula Fran (Billie Gadsdon), que praticamente parou de falar, começa a explorar os arredores até que encontra a fada Silky (Nicola Coughlan), de quem logo se torna amiga. 

Com ela, a garota conhece a Maravilhosa Árvore Encantada, que as leva para outro mundos mágicos, onde vivem seres encantados. A estrutura da narrativa acaba sendo mais episódica do que coesa, pois em cada mundo, a menina conhece alguém novo, tem um desafio, e parte para outra aventura. Uma espécie de Alice no País das Maravilhas mas sem a picardia deste romance, apenas algo leve e delicado num visual que remete a outras fantasias para esse público. O filme não tem muito para onde fugir, e apenas transita numa zona de conforto do gênero. 

A vantagem diante do romance original, por exemplo, é poder eliminar o que há de mais problemático na bibliografia Blyton, conhecida também pela xenofobia, racismo e ideias equivocadas sobre papeis de gênero (meninos são melhores que meninas, e podem mais do que elas). Aqui, a atualização não está apenas na necessidade de se afastar de celulares e afins, mas se aproxima da sensibilidade mais condizente com o presente. 

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