17/09/2026
Drama Histórico

Os Trapaceiros de Garibaldi

Durante o processo de unificação da Itália, no século XIX, dois homens se conhecem quando o exército do general Vincenzo Giordano Orsini é derrotado pelos franceses. Unidos, esses dois homens se envolvem em confusões e aventuras.

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Dirigido pelo italiano Roberto Andò, Os Trapaceiros de Garibaldi é um daqueles filmes de época que não conseguem espanar a poeira do tempo que o encobre. Nem a presença de Toni Servillo, como protagonista, no papel do general e político Vincenzo Giordano Orsini, ajuda na empreitada de narrar uma trama histórica marcada  pela presença do general e revolucionário Giuseppe Garibaldi (Tommaso Ragno), figura importante do processo de unificação italiana, no século XIX, durante a Expedição dos Mil.

Garibaldi aqui é mais uma força sobrejacente do que um herói materializado, colocando a centralidade da trama em outros personagens. Orsini é quem domina, em sua jornada pelo sul do país em busca da união, e, para seu exército, acolhe qualquer pessoa, mesmo sem muita experiência, desde que aceite lutar pela causa. O embate com os franceses deixa claro o despreparo dos italianos. 

Salvatore Ficarra e Valentino Picone, dois comediantes famosos na Itália, mas ilustres desconhecidos por aqui, assumem os trambiqueiros Domenico e Rosario, respectivamente, que se conheceram quando da derrota do exército de Orsini, e decidem unir forças não no campo de batalha, mas na vida. 

Embora pareça querer remeter às antigas comédias italianas, Andò está preso a elementos narrativos e figuras conhecidas em seu país, que não viajam muito bem para outros lugares. Em suas mais de 2 horas, Os Trapaceiros de Garibaldi torna-se enfadonho em sua tentativa de fazer humor, e cansativo em seu esforço de resgate histórico do episódio épico da unificação italiana. 

 

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