30/09/2026
Ação

Protocolo de Extermínio

Vivendo com traumas dos conflitos armados dos quais participou, Celeste mora num parque de trailers com sua filha e vizinhos excêntricos. Mas a criação de um cientista nazista acaba com a tranquilidade.

post-ex_7

Com Protocolo de Extermínio, Adam Wingard volta à origens independentes, depois de passar pela franquia Godzilla com resultados ruins. Aqui realiza um slasher militarista de ação numa paisagem distópica, protagonizado por Adria Arjona, como Celeste, uma ex-sniper do exército estadunidense. 

Com roteiro assinado por Simon Barrett, parceiro do cineasta em outros trabalhos, o longa é a tentativa de Wingard de combinar seus dois mundos: seu estilo autoral indie com a qualidade técnica do cinemão de estúdio. O resultado é sincero e bem-intencionado, mesmo que não funcione o tempo todo. 

Abalada por traumas de guerra, Celeste (Arjona), retomou a vida civil num parque de trailers, junto com sua filha pequena (Blake Kennedy), rodeada por figuras peculiares, incluindo um policial (Eric Wareheim) e um veterano do Vietnã (Reginald VelJohnson). Em outro lugar, um cientista alemão nazista, Dr. Hans Kammler (Dan Stevens) e sua mulher, Hanna (Rebecca Hall), fazem experimentos em um trio de soldados sociopatas para uma empresa paramilitar privada, que, em algum momento, cruzarão o caminho da protagonista. 

Por mais que Wingard queira investir na sanguinolência, o filme nunca consegue se encontrar nesse sentido. Falta mais gore, falta mais ação, tornando a segunda parte do filme bem menos interessante e empolgante do que a primeira. As questões política e sociais que ele coloca, logo de cara, sobre militarismo podem rondar Protocolo de Extermínio o tempo todo, mas nunca cumprem a promessa inicial. 

 

post