Chegando ao terceiro exemplar a franquia de sucesso Um tio quase perfeito não dá sinais de mudanças, nem de se reinventar, embora siga o caminho genérico, que poderia até ser um filme avulso, começo de uma nova série ou piloto de sitcom. Marcus Majella continua com o mesmo humor, resta aos coadjuvantes injetar algum frescor. Resta-nos agradecer, em especial, a Debora Lamm, que interpreta uma diretora de um centro cultural good vibes.
Majella é, novamente, Tio Tony, professor de teatro, que ajudou a irmã com os três sobrinhos pequenos, no filme de 2017. Agora eles estão crescidos – dois deles na faculdade já – e ele sofre com uma espécie de síndrome do ninho vazio, já que, embora morando na mesma cidade, não os vê com tanta frequência. Por acaso, um dia aparece uma bebê na porta de sua casa, e quando procura uma assistente social, ela diz que a criança pode ficar com ele enquanto ocorre uma busca pela mãe da menina.
A bebê Alice é cuidada, então, por Tony e sua mãe, Dona Cecília (Ana Lucia Torre), com ajuda dos três sobrinhos: Patrícia (Julia Svacinna), João (João Kalume, que nos outros filmes assinou como ou João Barreto) e a caçula Valentina (Soffia Monteiro). Há outros percalços típicos de comédia no caminho do protagonista, como organizar a peça da escola onde leciona, lidar com os pequenos golpes da mãe, que está apaixonada por um amigo (José Rubens Chachá) do centro cultual.
Entre os coadjuvantes que roubam a cena, além de Lamm, estão Noemia Oliveira, como uma professora hiperativa de educação física, Danton Melo, como cunhado natureba de Tony, e a pequena Maria Eduarda, de quem o filme tira um gigantesco fator fofura.
Um tio quase perfeito 3 ensaia tocar em temas mais complexos como os novos arranjos familiares – Tony sendo pai solo, ou toda família é uma família –, mas é esse é um filme voltado para o público infantil, então sua função é mesmo fazer rir, e consegue em alguns momentos.
