Depois do sucesso de Invasão Zumbi, o cineasta sul-coreano Yeon Sang-ho retoma os mortos-vivos em Zona Zero, que, novamente, é marcado pela ação e o humor, tal qual o anterior. Figuras caras ao cinema, os zumbis têm vividos bons dias nas telas recentemente, seja com Extermínio: A Evolução ou Extermínio: Templo dos Ossos, e o recente Residente Evil.
Yeon, que assina o roteiro com Choi Kyu-seok, começa seu filme num tom de ficção-científica, com um vírus criado em laboratório, uma arma biológica, capaz de transformar as vítimas em zumbis. O cenário é o mais clássico possível: um prédio, onde há um shopping center no térreo, e num dos andares há uma convenção. Pronto, não há para onde fugir.
Seo Young-cheol (Koo Kyo-hwan), o vilão, criou esse vírus que zumbifica as pessoas, e anuncia que o antidoto está no seu próprio sangue, e, por isso, não poderão o matar. Para evitar a contaminação do lado de fora, o prédio é isolado, e as pessoas que não foram contaminadas são lideradas pela a professora biotecnologia Kwon Se-jeong (Jun Ji-hyun).
As criaturas, por sua vez, trazem uma novidade: uma mente coletiva, o que os permitem se unir para capturar a presa. Entra aí, a competência de Jeon Young, coreógrafo que fez o desenho de movimentação dos outros filmes de zumbi de Yeon, e, aqui, traz um grupo de dançarinos e dançarinas coreanas para interpretar os zumbis, transformando os movimentos deles em algo ainda mais intrincado.
