Entre os longas inéditos em circuito comercial das mostras competitivas, figuram Pequenas Histórias, de Helvécio Rattion, Alucinados, de Roberto Santucci, Rita Cadilac – a Lady do Povo, de Toni Venturi, A Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, Os Desafinados, de Walter Lima Jr. (premiado no Cine Ceará, em abril), Nossa Vida Não Cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro (vencedor do Cine Ceará e do Cine PE), e o aguardado Feliz Natal, estréia na direção do ator Selton Mello.
No sábado (12), encerramento e festa de premiação, haverá outra avant-première, de Era uma Vez..., segundo filme de Breno Silveira, o celebrado diretor do sucesso Dois Filhos de Francisco. A premiação alcança um total de R$ 650.000,00.
Debates diários com as equipes destes filmes e sobre temas como produção, documentários, curtas-metragens, formação de platéias, o papel do ator, a importância da bibliografia cinematográfica ocuparão a sala de imprensa do Paço Municipal e também a Escola Magia de Cinema. A escola, de formação técnica, é outro fruto do Pólo.
A parte mais ambiciosa do projeto está, certamente, nos quatro estúdios que vêm sediando parte das filmagens de diversos filmes nacionais, também ainda inéditos. Entre eles, estão Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles (que abriu o Festival de Cannes 2008), Budapeste, de Walter Carvalho, Hotel Atlântico, de Suzana Amaral, É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, O Menino da Porteira, de Jeremias Moreira, Condomínio Jacqueline, de Roberto Moreira, Antes da Noite, de Toni Venturi, e Vida Invertida, de Silvio Tendler e José de Abreu.
A ambiciosa empreitada passa a limpo o sonho da Vera Cruz, estúdio nacional que nasceu e morreu não muito longe dali, em São Bernardo do Campo, entre os anos 40 e 50. Ancorado na sólida receita da prefeitura de Paulínia, por conta da atividade petroquímica, o projeto do Pólo de Cinema, orçado no total em cerca de R$ 100 milhões, entra agora na sua fase de consolidação. Prontas suas instalações, o desafio é mantê-las funcionando, aproveitando também a vitalidade atual da produção cinematográfica brasileira e dando continuidade ao ensaio de uma Hollywood nacional numa cidade que não tem sequer cinema – apesar de ter 63.000 habitantes e distar 126 km da capital paulista.
