“Meu filme é uma produção independente. Cada etapa é uma batalha constante para conseguir a verba para tocar o projeto”, conta o diretor em entrevista. Para levar Federal aos cinemas, o que deve acontecer ainda neste ano, Castro teve que seguir a habitual saga dos cineastas brasileiros, inscrevendo-se em diversos editais e captando recursos de lenta liberação.
A demora teve suas vantagens. Com orçamento de produção de R$ 4,5 milhões, Federal contou com a participação de dois profissionais norte-americanos especialistas em efeitos visuais. “Eles trabalharam em filmes como Homem-Aranha 3 e Titanic. Com a ajuda deles, consegui o efeito realista que eu queria para as cenas de tiroteio”.
Desde seu início, aliás, o projeto, que começou a tomar forma concreta em 2001, já contava com um lastro internacional. Não apenas por ter participado do laboratório de roteiros do Festival de Sundance, realizado no Brasil naquele ano, mas por já dispor de um distribuidor estrangeiro. Trata-se da Europa Corp, empresa francesa do diretor Luc Besson (O Profissional). “Aliás, foram eles que sugeriram Michael Madsen (Kill Bill) para o papel de um agente norte-americano que ajuda na caçada do traficante. Quando topei, me ajudaram a entrar em contato com ele”.
No elenco do filme também estão Selton Mello, Carlos Alberto Riccelli, ao lado de atores brasilienses, como Christovam Neto e Cesário Augusto. A maior surpresa é a presença do cantor e ator Eduardo Dussek no papel do traficante procurado pela polícia. “Eu o vi na reprise da novela Xica da Silva, num papel sério, de vilão, e me chamou a atenção, pois sempre o vemos alegre, em comédias ou cantando. Quando lancei meu primeiro filme, eu o encontrei no aeroporto do Rio e começamos a conversar. Eu estava terminando o roteiro de Federal. Ele topou na hora”.
