04/06/2026

Curta-metragistas premiados preparam filmagem do longa “Trabalhar Cansa”

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Dupla consagrada no curta-metragem, os paulistas Marco Dutra e Juliana Rojas já levaram seus filmes duas vezes a Cannes. Em 2005, seu trabalho de conclusão de curso de cinema na ECA-USP, O Lençol Branco, foi selecionado para o Cinéfondation, seção do festival dedicada a esse formato. Dois anos depois, foi a vez de Um Ramo ser escolhido para a Semana da Crítica, onde recebeu o prêmio Découverte.

A premiação, que correspondeu a três mil euros em película, foi usada para a filmagem de dois novos curtas Vestida (2008), dirigido por Juliana e produzido por Dutra, e o ainda inédito As Sombras (foto), que terá sua première no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que começa em 20 de agosto. O novo filme tem no elenco Djinn Sganzerla (Meu Nome é Dindi), Helena Albergaria (que protagonizou Um Ramo) e Silvio Restiff. Segundo Dutra, o roteiro é inspirado no universo de Walter Hugo Khoury (Noite Vazia).

A parceria afinada levou ao projeto do primeiro longa da dupla, que se chama Trabalhar Cansa, tem produtora definida (a Dezenove de São Paulo), atriz principal escolhida – Helena Albergaria – e cujo roteiro já venceu dois editais. O da prefeitura de São Paulo garantiu R$ 500.000,00 e o da prefeitura de Paulínia, R$ 600.000,00. O orçamento total previsto é R$ 2,4 milhões.

Com a verba já obtida, o diretor Marco Dutra acredita que “ as filmagens devem acontecer logo, talvez ainda este ano”. Essas filmagens ficarão entre São Paulo e Paulínia, até por conta das regras dos editais.

O enredo de Trabalhar Cansa gira em torno de uma dona de casa (Helena) cujo marido está desempregado e, por isso, resolve abrir um mercadinho.Então, ela precisa contratar uma empregada para sua casa, uma novidade que muda o equilíbrio de poder dentro da família. Ainda falta, também, definir os atores desses dois papeis.

Segundo Dutra, o significado do título – que nada tem a ver com o livro homônimo do escritor italiano Cesare Pavese – é irônico. O longa deverá ter um clima parecido com os curtas da dupla. Ou seja, como define o diretor, “centra-se na observação do cotidiano da classe média, tem eventos dramáticos sutis e alguma morbidez”.

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