O museu será instalado no andar térreo da Palazzina Fellini, casa de sua família em que ainda mora a irmã do cineasta (só que num outro pavimento da mesma propriedade). No museu, será abrigada toda a biblioteca do mestre, sendo também colocados meios multimídia à disposição do público para que tenha acesso a suas entrevistas e filmes.
Para a inauguração do museu, será realizado um congresso internacional que discutirá a influência de Fellini na cinematografia internacional. Segundo o presidente da Fundação, confirmaram sua participação diversos diretores, como o russo Andrei Konchalovsky, o português Manoel de Oliveira e o macedônio Milcho Manchevsky.
Dois livros do mestre também serão postos novamente em circulação. Um deles é La Mia Rimini, reminiscências do diretor sobre sua terra natal que só haviam merecido uma única e limitada edição. O outro será o lendário Sogni di Fellini, cuja aquisição já foi feita pela administração da Região da Emilia Romagna (a que pertence a cidade de Rimini), que depositou a obra aos cuidados da Fundação. Esta edição tardará mais um pouco porque, segundo Boarini, a instituição pretende estudar a fundo o material antes de dar-lhe qualquer publicidade. Há boas razões para isso. Afinal, há controvérsias até mesmo sobre a quantidade de volumes destes Sogni. Há estudiosos que garantem que originalmente eram três e um deles desapareceu. Tudo o que se sabe é que cada página do livro contém um desenho e um relato embaixo. Acredita-se que estão aí anotações que trarão informações essenciais sobre tudo aquilo que nutria a poderosa fantasia do mestre de Rimini, cuja retrospectiva integral foi um dos grandes fatos deste Festival de Cannes.
Cineweb-22/5/2003-13.23
