Talvez seja modéstia do lutador brasileiro Anderson Silva. Mas, durante a coletiva de lançamento do documentário Anderson Silva - Como Água, ele explica que, no filme, ele é o que é. “Não tenho nada a esconder”. Porém, quem o vê na tela e fora dela percebe que não é bem assim. Do lado de cá, na vida real, o lutador é muito mais divertido e carismático do que no filme.
A explicação dessa diferença talvez esteja no tempo decorrido entre a rodagem do filme e seu lançamento. O longa, do diretor Pablo Crosce, que nasceu em Washington e cresceu na Venezuela, acompanha a preparação do lutador nos Estados Unidos para uma das lutas mais importantes da sua vida – contra o americano Chael Sonnen, em agosto de 2010.
De acordo com o filme, a luta começou muito antes de chegar ao octógono. Sonnen foi provocador, fazendo comentários em programas de televisão e jornais sobre seu oponente. Um deles, bem depreciativo, referia-se ao Brasil. O americano disse que se alguém aqui se abaixar para fazer uma reverência “leva um tapa na cabeça e tem a carteira roubada”. O empresário de Anderson, Ed Soares, acabou concordando com a frase – o que desagradou ao lutador brasileiro. “Meu empresário foi infeliz em concordar. Se eu tivesse falado algo parecido sobre os EUA, nem me deixariam entrar no país”.
Praticando artes marciais desde os 8 anos, o lutador paulistano admite que é bom ver-se na tela como o herói e não o vilão. E explica que o subtítulo – “como água” – vem da filosofia de seu ídolo Bruce Lee, segundo o qual as pessoas deviam moldar-se como água e adaptar-se para enfrentar as situações. “Às vezes eu acho que sou uma reencarnação do Bruce Lee”, diverte-se o lutador.
Além deste documentário, Emerson fez outras incursões pelo cinema, mas como ator – em dois filmes ainda inéditos: Man up e Brass Knuckles. O lutador diz que seus atores favoritos são Denzel Washington e Morgan Freeman, mas confessa: “Entre ser ator e lutador eu prefiro continuar lutando, que é mais fácil”.
Anderson Silva – Como água estreia no Brasil no próximo dia 16.
