22/07/2026

Festival É Tudo Verdade começa em São Paulo

Começa hoje (3), com uma sessão para convidados em São Paulo de Canção da Floresta, de Michael Obert, a 19ª. edição do Festival É Tudo Verdade. O filme registra o trabalho do etnomusicólogo norte-americano Louis Sarno, radicado há anos numa isolada comunidade na República Centro-Africana, onde realiza um notável trabalho de resgate da música local.
 
A partir de amanhã, até dia 13, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, começa a programação normal de exibição dos 77 títulos de 26 países que integram a seleção deste ano.
 
A sessão de abertura no Rio, que acontece amanhã, exibe Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles, uma cinebiografia de Cosme Alves Netto (1937-2014), o curador da Cinemateca do MAM carioca que se notabilizou pela preservação de filmes e pela resistência à ditadura.
 
Este ano, haverá itinerância parcial do festival em três cidades: Campinas (22 e 24 de abril), Brasília (30 de abril a 04 de maio) e Belo Horizonte (24 e 27 de julho).
 
A seleção competitiva de longas nacionais inclui sete títulos inéditos, de Carlos Nader (Homem Comum), Jorge Furtado (O mercado de notícias), Pedro Asberg (Democracia em preto e branco), Gustavo Gama e Paulo Barros (Bernardes), Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar (Dominguinhos), Leonardo Dourado (Por um punhado de dólares – Os novos emigrados), e Caue Angeli e Hernani Ramos (Triunfo).
 
A competição internacional traz longas de nomes de prestígio como Alex Gibney (A mentira de Armstrong), Goran Hugo Olsson (Sobre a violência) e Alain Hughetto (Jasmine, que é feito quase todo em animação).
 
As retrospectivas homenageiam a cineasta brasileira Helena Solberg e o japonês Shohei Imamura. Da filmografia da brasileira, os destaques ficam por conta das obras inéditas no Brasil, especialmente nos anos de 1970, quando estava radicada nos EUA. Já a presença de seis documentários do cineasta japonês, conhecido por A Balada de Narayama e A Enguia, marcam um feito inédito no É Tudo Verdade, visto que é o primeiro oriental homenageado no festival.
 
O maior documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho, morto em fevereiro passado, e que já foi tema de retrospectiva do É Tudo Verdade, será homenageado com dois filmes inéditos que ele fez especialmente para o lançamento em DVD de Cabra Marcado para Morrer – previsto para abril. Em Sobreviventes de Galileia, o cineasta revisita a região onde o longa foi rodado, e em A família de Elizabeth Teixeira, o diretor reencontra os filhos da protagonista de Cabra Marcado para Morrer, inclusive ela própria, com 88 anos, todos sobreviventes da repressão às lutas camponesas na ditadura.
 
Para mais informações sobre filmes, horários e locais de exibição, acesse: http://www.itsalltrue.com.br/en/home/

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