16/06/2026

CineSesc apresenta retrospectiva de filmes brasileiros até o fim do mês

Começa hoje (8-12) a 15ª edição da Retrospectiva do Cinema Brasileiro, no CineSesc, reunindo uma seleção de 43 longas-metragens lançados entre novembro de 2013 e outubro de 2014.
A programação, que se estende até 3º de dezembro, pode ser conferida no site do cinema: (http://www.sescsp.org.br/online/artigo/8577_ESTA+EM+CARTAZ+A+RETROSPECTIVA+DO+CINEMA+BRASILEIRO#/tagcloud=lista

Ingressos: R$12,00; R$6,00, R$3,50.
Passaporte para 15 filmes: R$120,00. R$60,00. R$35,00.
 
Abaixo, sinopses dos filmes selecionados:
 
O exercício do caos
(O exercício do caos, Brasil, 2012, 71’)
Direção, roteiro e direção de fotografia: Frederico Machado
Elenco: Auro Juriciê, Di Ramalho, Talita Sousa, Thainá Sousa e outros.
A história de um pai soturno e autoritário que vive com as três filhas adolescentes em uma antiga fazenda de mandioca no interior do Maranhão, Brasil, afastada da povoação. A família compartilha a ausência da mãe – supostamente desaparecida – e lida com os ditames rigorosos de um estranho capataz que os explora enquanto espreita a inocência das meninas, divididas entre a ilusão da infância e a cruel realidade de suas vidas. Enquanto o eixo familiar desmorona pouco a pouco, os personagens fragilizados situam-se no limiar entre a razão e a loucura, entre o caos e a fé.
8/12. Segunda, às 15h.
 
Cine Holliúdy
(Cine Holliúdy, Brasil, 2013, 91’)
Direção e roteiro: Halder Gomes
Direção de fotografia: Carina Sanginitto
Elenco: Edmilson Filho, Mirim Freeland, Roberto Bomtempo, Joel Gomes e outros
Interior do Ceará, década de 1970, no período em que a popularização da TV começava e ameaçar os cinemas nas pequenas cidades. As pessoas da região começaram a desfrutar de um bem ainda não conhecido. O televisor, no entanto, afastou as pessoas dos cinemas. Francisgleydisson precisa lutar para manter viva a paixão pela sétima arte, com criatividade e o bom humor cearenses. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade, que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento.
8/12. Segunda, às 17h.
 
Lira Paulistana e a vanguarda paulista
(Lira Paulistana e a vanguarda paulista, Brasil, 2012, 97’, documentário)
Direção: Riba de Castro
Direção de fotografia: Tiago Tambelli e Rafael  Varandas
Por meio de depoimentos de sócios, trabalhadores, colaboradores, artistas e pessoas que acompanharam as produções do Lira Paulistana, o filme conta a história desse fenômeno cultural, catalisador das novas tendências musicais da época, que teve lugar em São Paulo, entre os anos de 1979 a 1986. O documentário, além de mostrar a indiscutível importância do Lira como palco da música de vanguarda em São Paulo, registra sua relevante atuação em outras áreas, como a gravação de discos, jornalismo, produção editorial e artes plásticas.
8/12. Segunda, às 19h.
 
Quando eu era vivo
(Quando eu era vivo, Brasil, 2013, 109 min)
Direção: Marco Dutra
Roteiro: Marco Dutra e Gabriela Amaral Almeida
Direção de fotografia:            Ivo Lopes Araújo
Elenco: Antônio Fagundes, Marat Descartes, Sandy Leah, Gilda Nomacce e outros
Terror. Júnior volta a morar com seu pai depois que perdeu o emprego e se separou da esposa. Ao chegar na casa que um dia foi seu lar, ele se sente um estranho e passa seus dias no sofá do velho Sênior remoendo a separação, o desemprego e sonhando com a jovem Bruna, a inquilina que agora dorme em seu antigo quarto. Após achar alguns objetos que pertenciam à sua mãe, Júnior passa a querer saber tudo sobre a história da família e desenvolve uma estranha obsessão pelo passado, passando confundir delírio e realidade. Baseado em A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli.
8/12. Segunda, às 21h.
 
São Silvestre
(São Silvestre, Brasil, 2013, 80 min)
Direção e roteiro: Lina Chamie
Direção de fotografia: José Roberto Eliezer
Documentário. São Silvestre é a mais famosa corrida de rua do Brasil, realizada anualmente em São Paulo no dia 31 de dezembro. Partindo de uma proposta sensorial, este longa acompanha os 15 quilômetros da maratona, que percorre alguns dos pontos mais importantes da cidade de São Paulo. Sob o ponto de vista do desafio dos corredores, o documentário propõe transportar o espectador para as ruas da cidade na tentativa de provocar as sensações físicas e psicológicas que impactam os participantes da corrida. Com esse ponto de partida, o filme constrói de maneira sensorial o "corpo-a-corpo" entre homem e cidade.
9/12. Terça, às 15h.
 
Educação sentimental
(Educação sentimental, Brasil, 2013, 84 min)
Direção: Julio Bressane
Roteiro: Julio Bressane e Rosa Maria Dias
Direção de fotografia: Walter Carvalho e Pablo Baião
Elenco: Josie Antello, Bernardo Marinho e Debora Olivieri
Drama. O filme narra a relação singular entre Áurea, uma professora solitária de 40 anos, e um jovem que ela acaba de conhecer por acaso – um desses encontros que a mitologia e a literatura estão fartos, uma alma sensível que se vê atraída por uma beleza que a solicita, a perturba, a move. Que a abala toda. Nos dias que se seguem ao primeiro diálogo entre os dois, ela irá mostrar todo o seu sentimento através de aulas em que ele se deixará levar. Até que uma história inusitada do passado se revela e transforma tudo dali por diante. Seleção oficial do Festival de Locarno.
9/12. Terça, às 17h.
 
Setenta
(Setenta, Brasil, 2013, 90 min)
Direção: Emilia Silveira
Roteiro: Sandra Moreyra
Direção de fotografia: Vinicius Brum
Documentário. Na década de 1970 no Brasil, em pleno regime militar, um grupo de 70 presos políticos de diferentes organizações é enviado ao Chile em troca da libertação do embaixador suíço. No Chile, eles se envolvem com o governo de Allende, quando acontece o golpe por lá. O grupo de espalha pelo mundo, com suas famílias, e cada um segue sua vida e suas lutas.
Hoje, eles falam sobre suas vidas, sobre a militância, o golpe, a prisão, o exílio, a vida que seguiu até hoje, os companheiros que não estão mais aqui, as famílias, as lembranças e o sentido da luta política, naquela época e ainda hoje.
9/12. Terça, às 19h.
 
Mataram meu irmão
(Mataram meu irmão, Brasil/2013, 77’)
Direção e roteiro: Cristiano Burlan
Direção de fotografia: Rafael Nobre
Documentário. Reconstituindo os detalhes da morte de seu irmão Rafael, ocorrida há 12 anos, o cineasta Cristiano Burlan lança-se em uma jornada pessoal que conduz ao coração de um círculo de violência em torno dos bairros da periferia paulistana, como o Capão Redondo. É lá que morava a família e onde o irmão, de 22 anos, foi morto com sete tiros em 2001. Explorando as razões do envolvimento do irmão com drogas e roubo de carros, o diretor expõe partes de sua própria história familiar. Vencedor do prêmio de melhor filme brasileiro no festival É Tudo Verdade.
9/12. Terça, às 21h.
 
A floresta de Jonathas
(A floresta de Jonathas, Brasil, 2012, 99 min)
Direção e roteiro: Sérgio Andrade
Direção de fotografia: Yure César
Elenco: Begê Muniz, Francisco Mendes, Viktoryia Vinyarska, Ítalo Castro e outros
Drama. Jonathas vive com os pais e o irmão, Juliano, em um sítio na área rural do Amazonas. A família colhe e vende frutas regionais. Uma barraca de frutas na beira da estrada é o lugar de contato com novos amigos e as novidades do mundo. Os irmãos conhecem Milly, uma visitante da Ucrânia, e o indígena Kedassere. O grupo decide então passar o fim de semana em um camping. Mesmo contra a vontade paterna, seduzido por Milly e pela floresta, Jonathas empreende a mais transformadora de suas jornadas. Selecionado para a competição oficial do Festival do Rio.
10/12. Quarta, às 15h.
 
Eles voltam
(Eles voltam, Brasil, 2012, 95 min)
Direção e roteiro: Marcelo Lordello
Direção de fotografia: Ivo Lopes Araújo
Elenco: Maria Luiza Tavares, Georgio Kokkosi, Elayne de Moura, Mauricéia Conceição e outros
Drama. Cris, 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo, percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. O filme acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar. Vencedor de três prêmios no Festival de Brasília: melhor filme, melhor atriz (Tavares) e melhor atriz coadjuvante (Moura).
10/12. Quarta, às 17h.
 
Cidade cinza
(Cidade cinza, Brasil/Reino Unido, 2013, 85 min)
Direção: Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo
Roteiro: Peppe Siffredi, Felipe Lacerda e Marcelo Mesquita
Direção de fotografia: Tiago Tambelli
Documentário. O filme registra a história de uma das principais crews de arte de rua de São Paulo, composta pelos grafiteiros OsGemeos, Nunca, Nina, Ise, Finok, Zefix, entre outros. Mas, ao observar a cidade sob a ótica do grafite, o filme encontrou um personagem muito importante: São Paulo. A cidade caos, a babilônia tupiniquim, a cidade acidente, um não-lugar por excelência. O filme não é um retrato de toda a cena de grafite de SP; não é um resgate de seu histórico. Retrata um dos principais fronts da Paulicéia: as ruas – ao mesmo tempo campo de batalha e ponto de confluência onde a miopia cultural, onde a carência social e a completa falta de planejamento urbano buzinam mais alto. Entre o caos e a descrença paulistana, o grafite é a voz surda e cimentada da cidade brutalista.
10/12. Quarta, às 19h.
 
Não pare na pista – A melhor história de Paulo Coelho
(Não pare na pista – A melhor história de Paulo Coelho, Brasil, 2014, 112 min)
Direção: Daniel Augusto
Roteiro: Carolina Kotscho
Direção de fotografia: Jacob Solitrenick
Elenco: Júlio Andrade, Ravel Andrade, Enrique Diaz, Fabiula Nascimento e outros
Drama biográfico. Cinebiografia de Paulo Coelho que se desenrola em três momentos da carreira do escritor: a adolescência, nos anos 1960; a idade adulta, nos anos 1980; e a maturidade, em 2013, quando refaz o Caminho de Santiago de Compostela. Usando como base depoimentos do próprio Paulo Coelho, a história refaz os momentos marcantes da vida do autor, como os traumas, a relação com as drogas, religião, a sexualidade e a parceria com o músico Raul Seixas.
 
 
 

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