16/06/2026

Festival Latino chega à 11a edição destacando a presença das mulheres

O 11o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que acontece entre 20 e 27 deste mês, traz como destaque a presença das mulheres na produção do audiovisual no continente. A grande homenageada deste ano é a brasileira Anna Muylaert, diretora de filmes como Que horas ela volta? e É Proibido Fumar, e cujo novo longa, Mãe só há uma, abrirá o evento, que exibirá 23 trabalhos da cineasta, entre longas e curtas. Além disso, ela participará de um encontro com a cartunista Laerte, no qual apresentará aquilo que chama de “filme-demo”, uma espécie de rascunho de seus longas, antes da versão final.
 
Uma das mostras terá como foco as divas da época de ouro do cinema mexicano (María Félix, Ninón Sevilla, Marga Lopez, Stella Inda e Dolores Del Rio), e também destacará a participação das cineastas na produção do país, apresentando uma nova geração de cineastas mexicanas, como Alejandra Márquez Abella, Alicia Calderón, Betzabé García, Itziar Leemans, Katina Medina Mora e Teresa Camou.
 
Dos 118 filmes exibidos neste ano, quase metade foi realizada por mulheres.As atividades acontecem no Memorial da América Latina (tenda de projeções e espaço PETROBRAS de encontros), Cinesesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Circuito Spcine Lima Barreto (Centro Cultural São Paulo), Circuito Spcine Olido, Circuito Spcine Caminho do Mar, Circuito Spcine Meninos, Circuito Spcine Perus e Centro de Pesquisa e Formação – Sesc São Paulo.
 
Os títulos brasileiros em lançamento incluem Estopô Balaio, de Cristiano Burlan, sobre o trabalho do coletivo homônimo na periferia leste paulistana; Linha de Fuga, de Alexandre Stockler; e Eu Te Levo, de Marcelo Müller. Inéditos em São Paulo, três outros longas completam a seleção contemporânea: Planeta Escarlate, de Dellani Lima; Por Trás do Céu, de Caio Soh; e Clarice ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois, do diretor cearense Petrus Cariry.
 
Dos títulos internacionais da seção Contemporâneos, três são argentinos: Forasteiro, de Lucía Ferreyra, exibido com repercussão no Festival de Cinema Independente de Buenos Aires; A Geada Negra, de Maximiliano Schonfeld, lançado na seção Panorama do Festival de Berlim; e Paula, estreia no longa-metragem do premiado curta-metragista Eugenio Canevari.
 
Uma mostra especial celebra os dez anos do projeto DocTV Latinoamerica, que produz documentários exibidos em emissoras públicas de televisão. Estão presentes 20 títulos realizados no período, com destaque para os brasileiros Jesus no Mundo Maravilha, de Newton Cannito; Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa; e Horizontes Mínimos, de Marcos Pimentel. Outros países representados são Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Guatemala, México, Panamá, Uruguai e Venezuela.
 
O festival apresenta ainda a Mostra de Escolas de Cinema Ciba-Cilect, com curtas e médias-metragens de graduação das mais importantes instituições do gênero. Competem nesta seção produções de 13 cursos superiores de audiovisual, representando sete países. Além de sessões de cinema, o evento também conta com debates e encontros.
 
Mais informações podem ser acessadas no website do festival http://www.festlatinosp.com.br/ ou na fanpage oficial www.facebook.com/FestivalDeCinemaLatinoAmericanoDeSaoPaulo/.

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