
Théo Degen, Yoon Daewoen, Carina-Gabriela Da?oveanu e Rodrigo Ribeyro. Crédito: Mathilde Gardel/FDC
Com o curta Cantareira, o diretor paulistano Rodrigo Ribeyro, formando da Academia Internacional de Cinema, venceu um dos três prêmios da seção Cinéfondation em Cannes, dedicada aos filmes de conclusão de cursos de cinema em todo o mundo. O prêmio, de 7.500 euros, foi dividido com o filme romeno Prin Oras Circula Scurte Povesti de Dragoste (Love Stories on the Move), de Carina-Gabriela Dasoveanu.
Em 23 minutos de duração, Cantareira conta a história de Bento (Emiliano Favacho), trabalhador e morador do centro de São Paulo, que decide voltar ao lugar onde cresceu, a casa do avô (Almir Guilhermino) na Serra da Cantareira, em busca de paz e de um emprego.
Sobre a premiação, o diretor disse: "Primeiro, parabenizo equipe e elenco pelo feito. Só a coletividade torna isso possível. Fico muito feliz com esse terceiro lugar na Cinéfondation aqui em Cannes. A representatividade desse prêmio é o que mais importa, principalmente em se tratando de uma competição entre filmes majoritariamente europeus ou oriundos de outros países desenvolvidos. Nosso filme, feito dentro de toda sua simples produção, fica de igual pra igual através do coração que colocamos no que fazemos. Conheci colegas cineastas aqui que contaram com fundos estudantis para realizarem seus projetos, com apoios consideráveis para aspirarem realizações mais ambiciosas. O que faríamos com apoio? Por isso, entendo o valor desse prêmio e o compartilho com todos os brasileiros que vislumbram no cinema uma forma de viver, de transformar e de estar no mundo.".
O primeiro prêmio do Cinéfondation foi atribuído a L’Enfant Salamandre, de Théo Degen (Bélgica), que recebeu 15.000 euros, e o segundo, a Cicada, de Yoon Daewoen (Coréia do Sul), com 11.250 euros.
Nesta edição, o júri da competição da Cinéfondation examinou 17 filmes de estudantes escolhidos entre 1835 inscritos, vindos de 490 escolas de cinema em todo o mundo.
